sábado, junho 10, 2006

Portugal acima de tudo!

35 Comentários:

Blogger miazuria disse...

Concordo plenamente, so acrescentaria: "Portugal Europeu".

Os meus cumprimentos

10:31 da manhã  
Blogger Camisa Azul disse...

Só os ricos se podm dar ao luxo de não ter pátria.

11:59 da manhã  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

«Concordo plenamente, so acrescentaria: "Portugal Europeu".»

Não há outro Portugal, Miguel ;).

Saudações.Depois repondo ao teu mail.

«Só os ricos se podm dar ao luxo de não ter pátria.»

A TIR tem novo membro Vitor? :)

9:50 da tarde  
Blogger miazuria disse...

Tens razao, mas so queria reforcar a ideia, para nao confundir com outras visoes de Portugal!

Que infelizmente existem!

Viste e leste o discurso do Paulo Teixeira Pinto, por ocasiao do dia 10 de Junho, junto do monumento aos combatentes do ultramar?

Uma vez tive com ele uma discussao (acesa) sobre a natureza e o destino de Portugal, chegamos a conclusao que temos concepcoes antagonicas!

Saudacoes e cumprimentos

10:26 da manhã  
Blogger Suevo disse...

"Não há outro Portugal, Miguel ;)"

Como o Rodrigo Nunes está enganado...

2:49 da tarde  
Blogger miazuria disse...

Caro Suevo, ha, ha...

Nem que seja em delirio de alguns,e com graves consequencias!

Cumprimentos

4:07 da tarde  
Blogger Suevo disse...

Caro Miazuria

Eu acho que de facto para se dizer que Portugal é exclusivamente europeu, é preciso viver-se numa realidade algo alternativa... Podia dar muitos exemplos, mas os negros são portugueses, têm BI portugues se preferires assim, podes defender um regime que lhes retire essa nacionalidade de futuro, mas a realidade que existe...

Podemos lutar por um Portugal Europeu, mas o facto é que ele não existe neste momento (ou se prefefires exclusivamente europeu) nem existiu no passado...

"Portugal acima de tudo" já se diria noutro tempo, com um indiano dum lado e com um muçulmano do outro.

Portugal é europeu em termos geograficos, em termos etnicos ou raciais... há europeus e há não-europeus, alguns não-europeus até são ministros...

7:14 da tarde  
Blogger Suevo disse...

E para não pensarem que só ataco a Portugalidade, o que é a França hoje em dia?

Quanto ao Paulo Teixeira Pinto, concordemos ou não com ele, ele é inteligente, sabe do que fala, como tal tem consciência que existe um perigo para a Portugalidade, e esse perigo vem precisamente dos chamados “racistas”, apesar da maioria dos “racistas” não ter consciência que luta contra a Portugalidade, a realidade é que os “racistas” são os inimigos que a Portugalidade mais teme.

Os maiores inimigos dum estado multirracial são os "racistas", isto é claro como a agua!

7:27 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Oh Suevo, a pensar assim, já não existe um único país europeu no mundo.

NC

8:17 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

O discurso do Teixeira Pinto não me surpreendeu minimamente.E com isto digo tudo.

10:00 da tarde  
Blogger miazuria disse...

Caro Suevo, sinceramente,nao entendo a tua linha de pensamento....Demasiado sinuosa para o meu gosto!

Entao o Portugal Europeu nunca existiu, nem no passado?!!
Entao onde e que existiu, em Marte?

Nunca disse que o PTP era estupido!

Cumprimentos

9:44 da manhã  
Blogger Caturo disse...

a realidade é que os “racistas” são os inimigos que a Portugalidade mais teme.

Mas quem é que disse que a Portugalidade é anti-racista?

Quem é que tem o direito de definir o que é ser português a sério?

Era o que faltava que os universalistas pudessem dispor duma Nação como seu instrumento no seu caminho para a diluição de todas as nações em prol dum «Quinto Império» no qual Porugal seria o arauto do projecto mundialista católico.

Tu propagas essa historieta bacoca da «Portugalidade anti-racista» porque te dá jeito - fazes isso para denegrires Portugal e promoveres a separação do norte português relativamente ao sul.

11:58 da manhã  
Blogger Joel disse...

Sou Brasileiro. Nunca pisei o solo Português, mas sempre apreciei este país de Camões e Pessoa. É importante valorizar o país onde está a nossa vida. Porém, acho que muito mais nobre e sábio é amar a humanidade. É desejar todo humanidade melhor. Creio que com ese pensamento a humanidade não teria se chafurdado em tragédias estúpidas como a 2º guerra e outras milhares de guerras e conflitos...Mas mudando o rumo da prosa, mas nem tanto, vii o jogo de Portugal e Angola. Estava ansioso por ver. Os comentaristas da TV Globo, disseram que o problema do futebol português nunca foi bem a falta de bons jogadorese, e sim, a falta de espírito coletivo (os jogares portugueses se "mascaram" - disse o Casagrande - que já jogou no Porto e na seleção Brasileira). Pareceu a ele que Scolari ainda não conseguiu acabar com esta mentalidade individualista dos atletas.De qualquer maneira, aproveito para parabenizar a todos os portugueses pela vitória do escrete do "Cristiano Ronaldo e do fantástico Figo". Daqui de além mar estamos a torcer pela "equipo", como vocês dizem e também a torcer pelo sucesso português em qualquer cometimento.

2:54 da tarde  
Blogger Suevo disse...

Caro Miazuria

Não sei se este será o local mais indicado para estas trocas de opiniões, mas aqui vai:

“Entao o Portugal Europeu nunca existiu, nem no passado?!!”

Antes de Portugal ser criado no século XII isto não era um deserto, o mundo não começou aí, alias por qualquer razão obscura pouca gente refere que logo no segundo ano do reino das Astúrias já o Porto,Braga e outras terras do norte faziam parte do reino cristão e que o Douro foi uma fronteira durante 400 anos (apesar de alguns avanços até ao Mondego). Portugal como o miazuria deve saber era o condado do Porto, integrando mais tarde o condado moçarabe de Coimbra. Logo nos primeiros anos devido ao auxilio de cruzados “Portugal” conquista Lisboa, e na minha opinião pessoal deixou aí de ser europeu, eram os europeus que tinham o poder, mas uma grande parte da população não era europeia. A Lisboa da altura era uma cidade maior que Londres, que Paris, e o Porto era uma simples aldeia em termos de população comparado com Lisboa. O problema é que quando os muçulmanos chegaram à península, Lisboa era uma simples vila, com a conquista muçulmana ficou apinhada de mouros e moçarabes profundamente arabizados, os nossos reis (de Leão) Ramiro, Ordonho e outros faziam muitas razias a Lisboa, mas limitavam-se a pilha-la e regressavam ao norte. D. Afonso Henriques teve outras intenções, e segundo algumas fontes o numero de mouros de Lisboa que ficaram escravizados foi de 30 mil… já para não falar nos mouros forros que seriam chamados de “saloios”, e nos que ficaram na Mouraria lisboeta (que era muito maior que a zona actualmente chamada de Mouraria), onde segundo alguns se continou a falar arabe até 1497. E aí sabemos bem o que aconteceu com os cristãos-novos, o Miazuria deve saber isso muito bem. Ninguém está a dizer que a região a Norte do Mondego é pura, digo a norte do Mondego porque etnicamente a "Galiza" da época chegou aí, os limites da velha Gallaecia foram esticados quase até ao Mondego, mas não sendo pura (nem existirá tal coisa em parte alguma) é etno-culturalmente distinta do sul.

É verdade que toda esta moirama que por aí ficou, durante muitos séculos foi segregada, mesmo depois das conversões forçadas, no século XVIII existiram leis que proibiam os descendentes de mouros de chegar a altos cargos, mas isso não chega, eu pura e simplesmente ou os expulsava, ou então não integrava esses territórios em “Portugal”. Eu não os queria cá nem como escravos, nem como mouros forros, ou tínhamos população para os expulsar e para colonizarmos aquilo, ou então pura e simplesmente não integrávamos aqueles territórios em Portugal. Obviamente o rei teve intenções diferentes, queria era território e poder.

A própria origem da Lisboa é atribuída aos Fenícios, que são um povo semita, uma origem étnica totalmente diferente da do norte.

Diga-me então o Miazuria o que pensa das mourarias?
Sabemos que os mouros eram brancos, mas daí até serem europeus…
Quanto aos judeus nem vou falar, antes de Portugal ser criado já eles aí estavam.


Passando agora ao Caturo:

“fazes isso para denegrires Portugal e promoveres a separação do norte português relativamente ao sul.”

Andas obcecado com a separação do norte portugues, eu não promovo separação nenhuma, tu é que estas obcecado em continuar com a realidade alternativa de existir uma única etnia em Portugal, negando toda a historia só porque te convem. Ou tu não conheces a historia ou então és mal intencionado. És identitario e não conheces a história do teu povo?

Aqui não estamos a falar de politica nem de partidos, estamos a falar de identidades. E as mourarias não implicam que tenhas que aceitar mais negros em Portugal, mas tu divertes-te a negar a realidade étnica em nome dum patriotismo que ao longo da história pouco teve de étnico…

“Quem é que tem o direito de definir o que é ser português a sério?”

Acho estranha esta frase vindo de ti.

3:35 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

O conceito de português não tem sentido se não fôr baseado na génese biológica! Caso contrário ser-se português, marroquino, brasileiro ou mexicano pode ser quase o mesmo!

O patrioteirismo "de fronteiras" é uma tanga tão grande ou maior como o próprio comunismo!
É a biologia que tem de guiar o nacionalismo!
Portugal só o é aquele que se guia pelas suas origens indo-europeias (ibéricas(?), celtas, latinas, germânicas) e no futuro eventualmente até eslavas.
Um negro, um árabe ou um judeu, não é nem nunca será um português.
Se os reis e nobres ( todos de origem indo-e.) passaram a vida a fazer merda por simples ganância, é agora que se tem de inverter o problema, e a solução é : natalidade, selectividade e separação incondicional, imigração selectiva ou restrição total e expulsão! E acabe-se de vez com a merda individualista: cooperação, camaradagem e eliminação de infiltrados e traidores!

Há muitos indivíduos que tendo também origens árabes (uma percentagem acentuada da população) têm no entanto ainda uma forte componente indo-e., esses penso que constituem um límite aceitável para o ser Português! O ser português é ser indo-e., portanto europeu, o resto é apenas isso, resto! Se tivermos ainda 0,5 % de outras origens, penso não ser por ai o mal, aliás agora será muito dificil de outra forma!

Sejamos selectivos, e aprendamos a distinguir o trigo e o joio! Caso contrário passaremos a ser uma multidão de mestiços e ai esqueçam portugal, podem-lhe antes chamar pretugal: Da glória à miséria sub-humana!

1:45 da tarde  
Blogger Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Por estas e por outras é que não existe consenso nas direitas portuguesas! Um mosaico completamente estilhaçado em micro-facções para meu descontentamento...
Mas a linha xenófoba do PNR não é nem nunca poderá ser uma solução!

2:03 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Não há linha xenófoba nenhuma, o que há é a defesa da identidade portuguesa e dos direitos dos verdadeiros portugueses!

3:16 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Oh suevo vai estudar a genealogia do grande herói PORTUGUÊS Gonçalo Mendes da Maia (penso que a Maia, na tua visão distorcida, ainda seja considerada a norte do Douro), de alguns desses reis "todos indo-europeus" e depois diz-nos onde cabe essa tua teoria. Sabe que a genealogia aponta para descendência de mouros por via materna (escravas)no norte do país e que aquando da conquista de Lisboa até o bispo moçárabe foi morto (o q terá acontecido ao resto, à moirama de raiz?). Fazes eco dos historiadores politicamente correctos e das suas teorias do "somos todos misturados por isso não vale a pena sermos contra outra colonização de não europeus", espero que por ignorância e não por má intenção tua. E já agora, os moçárabes não eram fortemente arabizados, eram sim os descendentes e portadores da antiga cultura romana. Não se podiam misturar com os muçulmanos, sequer, que de resto eram em grande parte descendentes de luso-romano-godos convertidos. Voltando aos moçárabes, saloios inclusive, como explicas a sua toponímia "árabe" (Alcolombal, Alcorochel), senão pelo LATIM?, apenas com a porra de um prefixo árabe que os árabes lhe puseram mas SEM CONSEGUIREM alterar o verdadeiro nome das localidades, o que indica uma permanência da mesma população, desde o período romano, nas mesmas? Tem lá paciência, mas cheguei a ter vontade de rir ao ler muito do que aqui escreveste. E Portugal continuará a ser etnicamente europeu enquanto europeias forem a maioria das suas referências genéticas e culturais. Gostes ou não. Viva o Norte, o Sul e Portugal. E não foi o Porto que deu o nome a Portugal: foi Gaia!
Ass.: Outro Suevo

12:35 da manhã  
Blogger Caturo disse...

E já agora, os moçárabes não eram fortemente arabizados, eram sim os descendentes e portadores da antiga cultura romana. Não se podiam misturar com os muçulmanos, sequer, que de resto eram em grande parte descendentes de luso-romano-godos convertidos. Voltando aos moçárabes, saloios inclusive, como explicas a sua toponímia "árabe" (Alcolombal, Alcorochel), senão pelo LATIM?, apenas com a porra de um prefixo árabe que os árabes lhe puseram mas SEM CONSEGUIREM alterar o verdadeiro nome das localidades, o que indica uma permanência da mesma população, desde o período romano, nas mesmas?

Excelente intervenção.

12:21 da tarde  
Blogger Suevo disse...

Anonimo, não estudei a geneologia de Gonçalo Mendes da Maia, claro que essas famílias eram do Condado do Porto, logo a Maia é “norte” não sei a que propósito vem a “visão distorcida”. Não sei portanto se é verdade ou não que Gonçalo Mendes da Maia era ou não descendente de mouros, mas eu nunca disse que a norte do Douro a influencia moura era nula, o anónimo é que lê de forma distorcida. Mas a genealogia aponta ou há certezas?

Mas é sabido que chegou a haver em casos pontuais casamentos entre a elite arabe e a elite galaico-duriense, tal como existiu entre arabes e visigodos, alguns dos casos ocorreram mesmo na alta-nobreza e são dum medievalismo muito remoto. Daí as referências aos Muçulmanos residentes nessa época em terras da Galiza/Leão
hoje portuguesas, situadas ao Norte do Mondego serem muito escassas,
maioritariamente alusivas aos escravos, designando-as
indiscriminadamente com termos que no contexto funcionam como
sinónimos “maurus”, “ismaelita”, “sarracenus” ou “paganus”. Nos textos
contidos no “Livro Preto da Sé de Coimbra” ou no “Liber Testamentorum”
surgem em contextos pontuais indicando disposições referentes ao resgate
dos cativos, aos actos de doações, vendas de terras ou testamentos.
Noutras fontes porém, como o “Livro de Mumadona” da Colegiada de
Guimarães ou no “Liber Fidei” da Catedral de Braga existem menções de
nomes árabes, referindo, no entanto, sempre casos singulares. Trata-se, de facto, de ocorrências. As primeiras referências de carácter colectivo e simultaneamente
tendo a força da lei que se referem aos muçulmanos são contidas no
foral de Santarém.



Quanto às tuas teorias que os moçarabes não eram arabizados, isso é minimamente aceitável se estiveres a falar dos de Coimbra, uma espécie de zona de charneira, agora a sul de Coimbra dizer-se que os moçarabes não eram arabizados…Do processo de arabização não foram alheios casamentos mistos que levaram a que a partir da terceira ou quarta geração a maioria da população fosse bilíngue.

Coimbra chegou a ser colonizada por “galegos”, no entanto os mouros tornaram a conquista-la obrigando boa parte da população a refugiar-se a norte do Douro,onde se incluíam é certo alguns moçarabes. Quanto às escravas mouras, é verdade que os homens do norte gostavam muito das filhas do Yemen, quando ocorreu a primeira conquista de Silves muitos dos conquistadores europeus preocupavam-se mais com as mouras que propriamente com o resto. Na sociedade a sul do Douro conviviam assim, por um lado, os muçulmanos constituídos por Árabes,
Berbéres e os muwalladum ou conservos oríundos da população
auctótene e, por outro lado, os não muçulmanos, maioritariamente
cristãos mas arabizados na língua e nos costumes, conhecidos por isso
como must’arib, em português moçárabes, e os judeus que
constituíam uma minoria.


“Voltando aos moçárabes, saloios inclusive, como explicas a sua toponímia "árabe" (Alcolombal, Alcorochel), senão pelo LATIM?”

Esta então é uma pérola, então a toponímia árabe não tem nada de árabe, é apenas latim? Isso é para rir? Negar a origem árabe de determinadas toponímias é cómico, podes dizer que não são puramente arabes, claro que não, podes dizer que são uma mistura de árabe com latim, agora não podes dizer que o “árabe” não tem nada a ver com essas toponímias.

“E não foi o Porto que deu o nome a Portugal: foi Gaia!”

Mais uma frase anedótica, não é que me incomodasse minimamente que Gaia fosse o nome que deu origem a Portugal, existem duvidas em determinada época histórica sobre em qual das margens se situava o Porto, no entanto a partir da presença sueva ficou bem claro que pelo menos a partir dai o castro novo de Cale era no actual Porto, alias a tua frase é tão cómica que os cruzados antes de irem conquistar Lisboa à taifa de Badajoz vieram precisamente ao Porto, não foram ao “lado de lá do rio” e o Bispo e a Sé estavam no Porto, não em Gaia.

“que aquando da conquista de Lisboa até o bispo moçárabe foi morto (o q terá acontecido ao resto, à moirama de raiz?)”

Claro que foi, para os conquistadores de Lisboa à Taifa de Badajoz, os arabes e moçarabes era praticamente a mesma coisa, vestiam-se igual, comiam os mesmos alimentos (alfaces e afins), de tal maneira se confundiam que os conquistadores ficavam espantados por existirem tantos “mouros” a converterem-se antes de morrer, ora eles não se convertiam antes de morrer, eram simplesmente moçarabes.

Queres saber o que aconteceu à moirama de Lisboa, ou se preferires de Kura al-Ushbuna aquando da conquista?

Isso é muito fácil, nem precisas de ler os historiadores que chamas politicamente correctos, só precisas de ler o próprio foral de 1170 de D. Afonso Henriques, nesse foral D Afonso Henriques refere-se explicitamente aos mouros forros, proibindo totalmente os cristãos de atacarem os mouros de Lisboa, que passaram a ser protegidos pelo rei.

D. Afonso Henriques adoptou uma politica oposta à que tinham seguido até então os reis da Galiza / Leão, para D. Afonso Henriques a expulsão de uma numerosa população muçulmana, prática aliás bastante comum em fases anteriores da reconquista,
poria claramente em risco o êxito da conquista uma vez deixaria o
território despovoado, privaria a coroa dos proventos do trabalho desta
mão de obra qualificada e ainda tornaria mais difícil, em termos
militares, a manutenção dos terrenos recém conquistados.
Em seguida à ocupação de Lisboa os Muçulmanos, destituídos do foro
de cidadania, foram desalojados da cidade intra muri, ficando a habitar
o arrabalde e os arredores.
Esses mouros de Lisboa e arredores, os mudayyanun, daí o termo
português mudéjar, que contribuíram para a preservação de tradições,
saberes e costumes islâmicos no Portugal cristão e cuja herança está
bem patente ainda hoje em diversas áreas apesar da distância de
vários séculos.
Decorridos vinte e três anos após a tomada de Lisboa e da área
adjacente, precisamente em Março de 1170 em Coimbra, D. Afonso
Henriques concedeu um foral aos Muçulmanos livres, correntemente
designados por Mouros forros de Lisboa extensivo aos de Almada,
Palmela e Alcácer do Sal e que curiosamente precedeu de nove anos a
concessão de foral à própria cidade de Lisboa.

Este foral de 1170 aos mouros de Lisboa continha disposições legais que definiram o estatuto da comunidade de Muçulmanos no seio da sociedade portuguesa cristã, garantindo-lhes a liberdade da religião e a conservação das suas propriedades mediante pagamento dos impostos e cumprimento de certas obrigações, em suma um quadro específico dos seus deveres e direitos.

Deixo-te aqui alguns excertos do foral de D. Afonso Henriques aos mouros de Lisboa:

Em primeiro lugar, o rei em seu nome e em nome do seu filho D.
Sancho concede o foral aos Mouros forros de Lisboa, Almada, Palmela
e Alcácer do Sal garantindo-lhes protecção régia contra qualquer mal
ou agravo que lhes possa advir seja da parte de cristãos seja da parte
de judeus.
É-lhes garantida jurisdição exclusiva de um alcaide eleito de entre
eles.
Em seguida estipula os deveres que se traduzem pelo pagamento dos
impostos, nomeadamente um tributo anual alfitra (al-fitr) e azaqui ou
azouque (zakat), exigindo-lhes ainda a dízima sobre o valor dos seu
trabalho.
O rei fixa-lhes ainda a obrigação de cultivar as vinhas, pertença do rei,
e da produção e venda de figos e azeite de que exige um terço do seu
valor.

O texto do foral é redigido em latim, de acordo com a prática da
época, contudo existem aí termos que não são latinos.
Trata-se de termos que são árabes e que exprimem conceitos para os
quais não foi encontrada tradução por serem próprios da civilização árabeislâmica.
O seu aparecimento no texto não é casual, decorre precisamente
da necessidade do legislador de adequar a terminologia em relação à
matéria legislada.
Vejamos. O “alcaide” (do ár. al-ka’id), jurisconsulto ou juiz era encarregue
de ministrar a justiça segundo normas baseadas no fikh.
Implicitamente pois o texto reconhece a identidade religiosa e cultural
e a comunidade muçulmana concedendo-lhe o direito de se reger
conforme as normas da lei alcorânica o que pressupõe
simultaneamente que os respectivos documentos fossem redigidos em
árabe.

Só no tempo de D. João I é que se proibiu o árabe para exarar os documentos públicos.

Igualmente as designações dos impostos devidos à coroa,
nomeadamente alfitra (al-fitr) tributo e azaqui (zakat) ou seja imposto
fixado no valor de um décimo de rendimentos pago em dinheiro ou em
géneros, são ambas árabes.
Zakat tem sua origem no Alcorão, como contribuição obrigatória de cada
muçulmano. A confusão aparente entre o imposto predial e zakat deriva do
facto de que em caso de conversão o pagamento do kharadj era
substituído pela liquidação de zakat o que aliás surge nos textos dos
forais.

A unidade monetária islâmica morabitino de ouro corria em Portugal e
será interessante lembrar neste contexto que nos reinados de D.
Sancho I e no de D. Afonso II foram cunhadas moedas portuguesas
ostentando o escudo de Portugal, denominadas precisamente
morabitino devido ao prestígio de que o seu protótipo islâmico gozava.

Podia dizer-te muito mais, mas não valerá a pena. Também te podes rir disto à vontade, se souberes latim até te podes rir dos documentos originais de D. Afonso Henriques!

5:36 da tarde  
Blogger Suevo disse...

“Fazes eco dos historiadores politicamente correctos e das suas teorias do "somos todos misturados por isso não vale a pena sermos contra outra colonização de não europeus"”

Até te dou um exemplo mais radical, o facto de os norte-africanos terem já alguma mistura negróide, não implica que mesmo esses norte-africanos sejam obrigados a aceitar os sub-saharianos nos seus territórios, e se eu acho isso para o norte de Africa que até fica em Africa…

Finalizo com uma pagina do stormfront, que dificilmente poderá ser acusado de politicamente correcto, que aponta o norte de Portugal como um exemplo da existência de regiões em determinados países com uma mistura racial muito abaixo da media desses países. Parece que até os “nordicistas” do Kemp percebem isso.

“In some areas, the extent of racial mixing is clearly higher - for example, regions of Sicily where observation of the local population will tell even a casual observer that the figure is potentially double the norm - while in other areas, the figure is clearly lower, as can be seen in Northern Portugal.”

http://www.stormfront.org/whitehistory/racial_mixing.htm

6:23 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

LOL.Ah sim...o Kemp é um exemplo de rigor académico.Não percebo onde queres chegar JAPMG, que objectivo procuras. Pretendes dividir Portugal?

7:04 da tarde  
Blogger Suevo disse...

Eu não disse que o Kemp era um exemplo de rigor académico.
Se quiseres trabalhos mais académicos isso arranja-se facilmente.

“Não percebo onde queres chegar JAPMG, que objectivo procuras. Pretendes dividir Portugal?”

Não, nem as casas se devem começar a construir pelo telhado, eu pretendo que o Porto não fique como Lisboa por exemplo. Pretendo também defender a identidade do meu povo, tão simples como isso, isto apesar de saber que o povo não concorda comigo.
Resumindo, não quero cá (no Norte) nem “mourarias” nem Covas da Moura, nem Damaias, e por aí adiante.

Em relação a Portugal, a nível administrativo são necessárias alterações profundas.

6:50 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

«eu pretendo que o Porto não fique como Lisboa por exemplo. Pretendo também defender a identidade do meu povo, tão simples como isso,»

De acordo, eu também desejo que o Porto não se transforme nisto. E quanto à defesa da identidade do povo, muito bem,tens o meu apoio, porém eu considero que o nosso povo é o mesmo, é o povo português.

«Em relação a Portugal, a nível administrativo são necessárias alterações profundas.»

Sim, não tenho também problemas em reconhecer isso, a necessidade de descentralizar existe, mas aproveitemos isso para reforçar o nosso sentido de nação e não criemos divisões entre nós.

Um abraço deste filho da Gallaecia a viver no sul do nosso Portugal :)

7:11 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Sangue mouro em Gonçalo Mendes e demais família, todos guerreiros notáveis da tua Gallaecia: está provado, vide genealogia dos mesmos. Idem para os reis que tu dizes "todos indo-europeus".
Toponímia: eu pus "árabes" entre aspas, não afirmei que eram árabes, pelo que a pérola, a haver, é toda tua. Explico melhor: os nomes das terras, nos mapas árabes, apenas levaram o prefixo árabe, mas os nomes latinos permaneceram de outra forma intactos (sabes o que é um prefixo, não sabes?). E atenção que essas terras não são da zona de Coimbra. Prova-se assim a manutenção da essência do povo como herdeiro e directo descendente do que cá havia antes dos mouros (celtiberos, romanos, suevos e visigodos). Quanto ao facto de serem bilíngues na 3ª geração, mesmo que disso houvesse provas concretas, tal não me surpreenderia, visto ser normal que um povo fale a sua língua mais a do ocupante (os irlandeses tb falam inglês e alguns esqueceram mesmo o gaélico, mas continuam a ser irlandeses). Também não me surpreende que os moçárabes se vestissem como os árabes, se calhar tinha a ver com o clima e não com a consanguinidade. Até mesmo as casa do sul da Península já eram "árabes" em termos de arquitectura no tempo dos romanos, se é que me entendes. O sangue não explica tudo. Mas isto nem me interessa: o que me interessa é que, embora tenha havido alguma mistura com berberes ou árabes tanto a norte como a sul, as supostas diferenças étnicas entre os portugueses do Norte e do Sul não existem, ou pelo menos não existem ao ponto de se poder falar em etnias diferentes.
Atenção que os "paganus" (aliás, que eu saiba, "gens paganorum") dos textos dos documentos do livro de Mumadona Dias são viquingues e não mouros.
Sobre a questão do Porto e de Gaia, foi só para te mostrar que a origem do núcleo está em Gaia (vai à raiz topinímica, aquela de que tanto foges), ou seja, na prática na Lusitânia A SUL DO DOURO, agora é evidente que na época em que o perigo vinha do Sul e o Condado Portucalense foi instituido, o núcleo mais importante estava na margem norte do Douro, e nem eu disse o contrário. Isto foi só para te mostrar que não podes usar o rio como fronteira, por muito jeito que isso te desse.
Escuso-me a comentar aqui a estupidez de me remeteres para um texto do palhaço do Kemp. Segundo ele os portugueses são mulatos, coisa que a genética não provou. Logo o homem é uma besta e não consegue provar que Portugal se tenha perdido por supostamente ter perdido a sua suposta nordicidade.
Quanto às questões dos impostos e situações do foro administrativo do Reino, etc, que citas (e parabéns pela tua paciência e estudo aturado), também não me servem de prova: houve alguns muçulmanos (muitos deles meramente convertidos e não árabes ou berberes de facto) que ficaram sim, todos teremos algum sangue deles (insuficiente para deixarmos de ser indo-europeus e ocidentais), e o facto de os nossos reis adoptarem ou manterem parte do sistema administrativo islâmico se calhar indicia que acharam que isso era melhor ou mais fácil (da mesma maneira que um povo adopta coisas de outro se achar que elas lhe simplificam a vida), e não indicia o terrível "desastre racial" com que sonhas e que hipoteticamente teria feito uma profunda difereneça entre Norte e Sul.
Por último, não me vou alongar mais, reafirmo apenas aquilo que pretendi provar: ausência de diferenças SUBSTANCIAIS, ao ponto de se poder falar em etnias distintas, entre Norte e Sul (até pq há loiros de olhos azuis q.b. no "mouro" alentejo), indo-europeicidade do povo português como um todo e, finalmente, que não é preciso separar o país em dois (e assim enfraquecê-lo) para que o Entre Douro-e-Minho não seja colonizado. E já agora: não estás a ver o pessoal de Braga, Guimarães, Vila Real e Bragança a submeter-se à arrogância portuense e assumir o Porto como capital desse reino, pois não? Depois de terdes passado séculos a chamar-lhes "rabelos", "parolos", etc.? Não sei de um único bracarense ou vimaranense disposto a isso, e olha que conheço inúmeros.

2:31 da manhã  
Blogger Suevo disse...

“Sangue mouro em Gonçalo Mendes e demais família, todos guerreiros notáveis da tua Gallaecia: está provado, vide genealogia dos mesmos. Idem para os reis que tu dizes "todos indo-europeus"”

Pela tua lógica deve ter sido por isso que “acabou” aí a Gallaecia, já que a partir daí passaram a chamar também portugueses aos mouros e moçarabes dos territórios do centro/sul, quando até aí portugueses eram somente os do Condado do Porto (Portucalense) de Entre-Douro e Minho e quando muito de Tras-os-Montes.
Se os Reis dos reinos do norte (ora Leão, ora Galiza, ora mais tarde o próprio condado portucalense) não eram indo-europeus, então nenhuma família real é indo-europeia, já que os seus descendentes casaram com as restantes casas reais ,e D. Afonso Henriques por exemplo era filho dum “francês”, mais propriamente da Borgonha.

Em relação à toponímia, continuo a achar uma pérola falares nisso, vou colocar aqui um mapa (se quiseres arranjo-te mais alguns) : Podes dizer que é só um prefixo, até podes dizer que o Al-Andaluz não existiu.

http://libro.uca.edu/stanislawski/fig14.jpg

Este mapa até é simpático para o centro/sul do território, olha que há piores, neste mapa só existem três distritos portugueses no nível máximo de toponímia árabe, Lisboa, Beja e Faro.

“as supostas diferenças étnicas entre os portugueses do Norte e do Sul não existem, ou pelo menos não existem ao ponto de se poder falar em etnias diferentes.”

São opiniões, tens o direito a ter a tua. Tu tens o teu critério, e estas no teu direito, eu não te quero convencer a concordares comigo, que fique claro!
Se estás a falar de etnia no sentido genético do termo, há alguns factos interessantes, mas para ti etnia pode ser sinónimo meramente duma afinidade linguística.
Segundo alguns estudos a mistura negróide nos brancos do sul é 300% superior à mistura negróide nos brancos do norte (sim, leste bem 300%, não confundir com pontos percentuais) , e é por larguíssima margem a mais alta da Europa (só encontrei um estudo em que o sul de Portugal foi ultrapassado pelo Centro de Portugal, nesse estudo a mistura negróide no centro de Portugal era de 11%, isso deve-se provavelmente às cidades que escolheram no centro de Portugal, já que normalmente não são aí encontrados valores tão elevados). Eu vou colocar aqui excertos dum trabalho do departamento de genética da Universidade de Tenerife, que facilmente encontras na Internet.

“An important gene flow from Africa was detected in the Atlantic Iberia. Specific sub-Saharan lineages appeared mainly restricted to southern Portugal, and could be attributed to historic Black slave trade in the area and to a probable Saharan Neolithic influence.”
(…)
“As expected, sub-Saharan African influence, represented by baplotypes classified in L and Ml clusters, is important in northwest Africa (26.1%) but negligible in Europe, with the exception of south Portugal (11.7%)
(…)
(…)
”taking the actual frequencies for the sub-Saharan African haplogroups (51%) in southern northwest African samples (Tuareg, Saharans, and Mauritanians) as the frequency of the African Neolithic, and that of the Iberian Peninsula (6.8%) as the result of the putative Neolithic maternal gene flow. This value could rise to 23% when only south Portugal is taken into account.”




Se estiveres interessado na totalidade do estudo eu coloco-te aqui uma ligação ao PDF.


Para não usar só uma fonte, coloco-te aqui excertos da obra :
Human Y-Chromosome variation in the Western Mediterranean area: implications for the peopling of the region. by R Scozzari, et. al.

Interestingly, the distribution YAP(1)/DYS271(A) chromosomes was recently demonstrated to be strongly clinal in Portugal, with the highest frequencies in the south, and interpreted as a reflection the Moorish invasions from North Africa in the Middle Ages

Com isto não estou a dizer que a “Gallaecia é que é pura” , nem te estou a dizer que “os do sul não são brancos” mas sim que as origens étnicas do povo do norte e do sul de Portugal são distintas desde épocas pré-historicas, e não estou a dizer que A é superior a B.

“Atenção que os "paganus" (aliás, que eu saiba, "gens paganorum") dos textos dos documentos do livro de Mumadona Dias são viquingues e não mouros.”

Sim, nessa altura Entre Douro e Minho foi atacado por vikings, alias o próprio Mendo Gonçalves II (creio que era filho da Mumadona se não estou enganado) conde de Portucale, foi até morto pelos vikings durante uma das incursões deles ao nosso território.

Eu não fujo nada da raiz, e se a zona de Gaia era habitada por Turdulos e não pelos Callaeci isso não é algo que me incomode particularmente, essa zona foi mais tarde habitada pelas gentes do norte, que demograficamente pressionaram bastante os territórios da antiga Lusitânia, hoje em dia seria ridículo colocar a fronteira no Douro, está um pouco a sul do Douro (mas em termos étnicos não muito mais a sul).

“e não indicia o terrível "desastre racial" com que sonhas e que hipoteticamente teria feito uma profunda difereneça entre Norte e Sul.”

Segundo os dados dos estudos genéticos as linhagens masculinas norte-africanas no sul de Portugal são de 24%, no norte andam pelos 10%, é certo que não é um desastre no sentido em que os norte-africanos não são negróides. Basicamente o que os reis ao longo dos tempos foram fazendo foi simples, gradualmente impuseram a cultura e a língua do norte a todo o território, e o centro/sul estava demasiado despovoado e muito fragilizado para conseguir resistir, apesar da ferocidade dos الموحدون, pelo que passaram como disse atrás a chamar “portugalenses” aos habitantes de todo o território, mesmo aos do território “lusitano” nascidos a centenas de quilómetros do Porto.

Se o norte e o sul de Portugal são uma única etnia, então em termos de raça muito mais depressa toda a península seria uma única etnia, se utilizares um critério “largo” é aí que vais chegar.

Em relação a Gaia, posso dizer-te que a cidade de Gaia chegou a pertencer à cidade do Porto, só a partir do século XIII é que recebeu foral em parte porque o Porto não pagava impostos ao rei, então o rei “separou” o Porto de Gaia (Vila Nova de Rei) para conseguir assim alguns impostos e tentou que muitos negócios passassem a ser feitos na outra margem pelo motivo fiscal.

Depois em 1383 Gaia e Vila Nova voltaram a ser integradas na Cidade do Porto, e a razão é fácil de se ver qual era… nessa altura (crise de 1383-1385) Gaia e Vila Nova apoiavam Castela. Já que a história de Gaia te fascina tanto, ficam estas notas.

E para finalizar, a cidade do Porto na margem direita não se deve à reconquista, como já te disse, a povoação de Portucale no Castro novo era desde a segunda metade do séc. VI, ou se preferires desde os tempos dos Suevos, a sede da Diocese Portugalense.

Essa da “reconquista” é outra historia mal contada para pensarmos que fomos todos muito lentamente conquistados aos mouros, o Porto pertenceu ao Reino das “Astúrias” logo desde o segundo ano (740), o que não quer dizer como é obvio que não tenham existido razias mouras, tal como os daqui também as faziam a sul.


“ao ponto de se poder falar em etnias distintas, entre Norte e Sul (até pq há loiros de olhos azuis q.b. no "mouro" alentejo)”

A pensar assim todos os morenos pertencem à mesma etnia, e já agora para ti ser-se indo-europeu é ser-se descendente de indo-europeus ou é falar-se uma língua indo-europeia? É que não está de todo provado que (mesmo muito antes dos arabes cá aparecerem) todas as tribos que habitavam o território actualmente português fossem já aí indo-europeias. Em relação a morenos, os celtas que habitavam a Gallaecia muito provavelmente eram morenos, isso dos celtas serem todos loiros e de olhos azuis é de certa forma um mito. O facto de se encontrarem mais pessoas de olhos azuis a norte do que a sul (12% no norte, 1% no sul, isto segundo Cavalli Sforza) poderá até dever-se mais aos suevos ou a outros invasores que aos próprios galaicos, mas claro que isto é especular.

“não é preciso separar o país em dois (e assim enfraquecê-lo) para que o Entre Douro-e-Minho não seja colonizado.”


Tu é que estás a falar nisso, mas já agora qual é a tua sugestão para que Entre Douro e Minho não fique como Lisboa? Achas que se deve apelar a uma maior “Lusitanização”?
Já agora estou curioso.

“E já agora: não estás a ver o pessoal de Braga, Guimarães, Vila Real e Bragança a submeter-se à arrogância portuense e assumir o Porto como capital desse reino, pois não? Depois de terdes passado séculos a chamar-lhes "rabelos", "parolos", etc.? Não sei de um único bracarense ou vimaranense disposto a isso, e olha que conheço inúmeros.”

Claro que não, por alguma razão os considero “os bons vassalos” e por alguma razão são (somos porque não excluo o Porto do Norte) a região mais miserável de toda a Europa, é triste de se dizer mas os factos falam por si.
Como a maioria dos habitantes dessas localidades gosta (há excepções como é obvio) que seja tudo em Lisboa, portanto depois não se queixem que estão muito pior que a Galiza ou que o rendimento per capita no Vale do Tâmega é de apenas um terço do rendimento per capita de Lisboa e Vale do Tejo, quem corre por gosto não cansa!

Mas desconheces algumas coisas, olha Guimarães por exemplo até lutou no século XIX para pertencer ao Porto e não a Braga, vê lá tu! Mas concordo contigo, essas localidades gostam e são vassalas do centralismo Lisboeta, portanto é normal que algumas dessas regiões tão fanaticamente vassalas (como o comprovam os resultados dum certo referendo) estejam (como estão) no limiar do terceiro mundo!

6:02 da tarde  
Blogger Caturo disse...

Podes dizer que é só um prefixo,

E é, em grande parte dos casos.


até podes dizer que o Al-Andaluz

Mais um prefixo - porque Andaluz é em si um topónimo de origem germânica, vem de «Vândalo», uma vez que os Vândalos aí se estabeleceram.

8:16 da tarde  
Blogger Caturo disse...

http://www.eliezer.ninhodanatureza.nom.br/01/06/01.htm

8:20 da tarde  
Blogger Caturo disse...

Veja-se, no link anterior, como o topónimo «Alenquer», por exemplo, passa por ter origem árabe, quando na verdade a versão árabe é apenas derivada do topónimo anterior, indo-europeu.

8:21 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Suevo: Quanto ao Gonçalo Mendes, é um facto que era neto ou bisneto de uma moura, e o heróico Ramiro de Leão também tinha sangue mouro. Logo os heróis do Norte e os reis não eram "todos indo-europeus", aliás dás-me razão quando dizes que uma pessoa não deixa de ser uma coisa só porque tem umas gotinhas de sangue da outra. Isso é válido tanto para reis como para a generalidade do povo português. Em termos de toponímia, faço minhas as palavras do Caturo. Quanto ao que insistes em chamar "pérolas", adorei as tuas sobre Lisboa, por exemplo, ser um topónimo de origem árabe. Já viste como se chamava no tempo dos romanos? E atenção que os viquingues não andaram só na zona entre douro e minho: andaram também em Aveiro, onde tiveram forte influência.
A minha ideia para o entre douro e minho não ficar como Lisboa é as pessoas sentirem-se orgulhosas da sua cultura e antepassados e rejeitarem a africanização. Relativamente ao referendo da Regionalização, considero que o Municipalismo pode perfeitamente servir de solução ao centralismo lisboeta. Quanto ao conceito de etnia, a parte biológica é importante, mas não é a única. Mas nem vou por aí. Vou antes por dizer que o facto de haver mais gotas de sangue mouro ou negro no sul, tal não justifica que se possa falar em etnias diferentes, até porque a cultura e a língua também fazem parte da definição daq1uilo que é uma etnia (embora o sangue para mim também seja importante). Por isso penso que tentas fazer tábua rasa daquilo que foram os últimos quase 1000 anos de história comum e miscigenação entre as gentes do norte e do sul do País. Pela tua ordem de ideias, só dentro da França francesa (excluindo a parte basca, bretã e normanda), teriam de haver 3 ou 4 países diferentes. Suspeito que o que tu queres é o centralismo do Porto (cidade, de resto, tanto ou mais desenvolvida do que Lisboa - pelo menos o Porto tem muito mais qualidade de vida), sobre todo o Norte. Digo-te que Lisboa não trata tão mal o Alentejo, o Ribatejo e o Algarve como vós tratais o resto do Norte. Por isso a solução para o Norte pode passar (e deve!) por uma solução de não submissão quer a Lisboa quer ao Porto, que de resto roubou ao Minho a zona turistica e piscatoriamente rica a norte da foz do Ave. O que seria então se mandasse no Norte todo!

10:17 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

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Anonymous Anónimo disse...

durante a epoca dos descobrimentos 10% da população portuguesa era composta por escravos negros o que aconteceu a essa percentagem? foi absorvida pela população?

10:32 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

"durante a epoca dos descobrimentos 10% da população portuguesa era composta por escravos negros o que aconteceu a essa percentagem? foi absorvida pela população?"


Isto é falso e apenas foi baseado no mercado de escravos transacionados de Lisboa para o novo mundo.
Tanto é falso quem não existe em Portugal qualquer presença de sangue africano por via paterna.
Os portugueses etnicamente são indo-europeus brancos, isto é factual.

9:02 da tarde  

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