terça-feira, maio 17, 2005

A rebelião das massas

«É deplorável o frívolo espectáculo que os povos menores nos dão. Visto que, como se diz, a Europa decai e, portanto, deixa de mandar, cada nação e naçãozinha pula, gesticula, vira-se de cabeça para baixo ou põe-se em bicos de pés e estica o pescoço, fingindo-se uma pessoa maior que rege os seus próprios destinos. Daí o panorama como que de vibrião de «nacionalismos» que se nos apresenta em todas as partes.

Nos capítulos anteriores tentei filiar um novo tipo de homem que hoje predomina no mundo: chamei-o homem-massa, e fiz notar que a sua característica principal consiste em que, sentindo-se vulgar, proclama o direito à vulgaridade e nega-se a reconhecer instâncias superiores a ele. Era natural que, se esse modo de ser predomina no seio de cada povo, o fenómeno se traduza também quando olhamos para o conjunto das nações. Também há, relativamente, povos-massa decididos a rebelarem-se contra os grandes povos criadores, minoria de estirpes humanas que organizam a história. É verdadeiramente cómico contemplar como esta ou aquela republicazinha, do seu recanto perdido, se põe em bicos de pés e increpa a Europa e se declara demissionária da história universal.

Que resulta? A Europa tinha criado um sistema de normas cuja eficácia e fertilidade os séculos demonstraram. Essas normas não são, longe disso, as melhores possíveis. Mas são, sem dúvida, definitivas enquanto não existirem ou se divisem outras. Para superá-las é inexcusável dar à luz outras. Agora, os povos-massa resolveram dar por caducado aquele sistema de normas que é a civilização europeia, mas, como são incapazes de criar outro, não sabem que fazer e, para ocupar o tempo, dedicam-se à cambalhota.

É esta a primeira consequência que advém quando no mundo alguém deixa de mandar: que os outros, ao rebelarem-se, ficam sem ter que fazer, sem programa de vida (…).

Anda por aí um rumrum de que já não regem os mandamentos europeus e, por via disso, as pessoas_ homens e povos_ aproveitam a ocasião para viver sem imperativos. Porque só havia os europeus (…)

Mas o que agora se passa na Europa é coisa insalubre e estranha. Os mandamentos europeus perderam vigência sem que se vislumbrem outros no horizonte. A Europa, diz-se, deixa de mandar e não se vê quem possa substituí-la (…).

E a verdade autêntica é esta. Todo o mundo _nações, indivíduos _ está desmoralizado. Durante uma temporada esta desmoralização diverte e até ilude vagamente. Os inferiores pensam que lhes tiraram um peso de cima. Os decálogos conservam do tempo em que eram inscritos na pedra ou no bronze o seu carácter de pesadez. A etimologia de mandar significa carregar, pôr algo nas mãos de alguém. Aquele que manda é, sem remissão, aquele que carrega. Os inferiores de todo o mundo já estão fartos de ser carregados e encarregados, e aproveitam com ar festivo este tempo exonerado de imperativos gravosos. Mas a festa dura pouco (…).

Não importaria que a Europa deixasse de mandar se houvesse alguém capaz de substituí-la. Mas não há nem sombra disso. Nova Iorque e Moscovo não são nada de novo em relação à Europa. Uma e outra são duas parcelas do mandamento europeu que perderam o seu sentido ao dissociarem-se do resto. Na realidade provoca arrepios falar de Nova Iorque e de Moscovo. Porque uma pessoa não sabe com plenitude o que são: só sabe que nem sobre uma nem sobre outra se disseram ainda palavras decisivas (…)

Quem evitar cair na consequência pessimista de que ninguém vai mandar, e que, portanto, o mundo histórico volta ao caos, tem de retroceder ao ponto de partida e interrogar-se seriamente: É tão certo como se diz que a Europa está em decadência e se demite do mando, abdica? Não será esta aparente decadência a crise benfeitora que permitirá que a Europa seja literalmente Europa? Não seria necessário a priori a evidente decadência das nações europeias, se algum dia fosse possível os Estados Unidos da Europa, a pluralidade europeia substituída pela sua unidade formal?

É grave que esta dúvida sobre o mando do mundo, exercido até agora pela Europa, tenha desmoralizado o resto dos povos, salvo aqueles que pela sua juventude estão ainda na sua pré-história. Mas é muito mais grave que este «piétinement sur place» chegue a desmoralizar por completo o próprio Europeu. Não penso assim por eu ser europeu ou coisa parecida. Não é que diga: Se o Europeu não há-de mandar no futuro próximo, não me interessa a vida no mundo (…). Aceitaria que não mandasse ninguém, se isto não trouxesse consigo a volatilização de todas as virtudes e dotes do homem europeu.

Ora bem: este último facto é irremissível. Se o Europeu se habitua a não mandar, bastará geração e meia para que o Velho Continente, e atrás dele o mundo todo, caia na inércia moral , na esterilidade intelectual e na barbárie omnímoda. Só a ilusão do império e a disciplina de responsabilidade que isso inspira podem manter em tensão as almas do Ocidente. A ciência, a arte, a técnica e tudo o resto vivem da atmosfera tónica que é criada pela consciência de mando: se esta faltar, o Europeu envilecer-se-á pouco a pouco. As mentes já não terão essa fé radical em si mesmas que as lança enérgicas, audazes, pertinazes, à captura de grandes ideias novas em todas as ordens. O Europeu tornar-se-á definitivamente quotidiano. Incapaz de esforço criador e de luxo, recairá sempre no ontem, no hábito, na rotina. Tornar-se-á uma criatura grosseira, formulista, chocha, como os Gregos da decadência e os de toda a história bizantina.»

De "A Rebelião das Massas" de 1930;Ortega y Gasset.

29 Comentários:

Blogger O Raio disse...

"Na realidade provoca arrepios falar de Nova Iorque e de Moscovo"
Não sei porquê!
Nem os Estados Unidos nem a Rússia nos exploram e atrasam o nosso desenvolvimento.
Quem nos explora é Bruxelas e Frankfurt, em resumo, quem nos explora é aquilo a que chamam a Europa.
Portugal recebe imigrantes europeus que vêm para cá mandae em nós e chupar-nos até ao tutano.
O inimigo é a "Europa". Sou português e digo alto e a bom som que quando começar a guerra entre a "Europa" e os Estados Unidos (ou a Rússia) estarei do lado americano (ou russo).
Estou farto dee ser explorado, estou farto de ver as nossas empresas serem absorvidas por empresas espanholas, estou farto de ver espanhois ou franceses a mandarem em nós, estou farto de ir ao supermercado e pagar pela comida que compro mais do que os espanhois ou franceses para poder alimentar o nível de vida dos agricultores espanhóis ou franceses!
Estou farto, farto, farto!

4:21 da tarde  
Blogger alex disse...

Pois....o raio tocou num ponto...

Quanto à Rússia, bem, essa, lá no fundo, continua a ser dirigida da mesma forma, agora com a novidade da propriedade privadae com o KGB mais discreto, mas não menos operativo.

A velha URSS ainda 'vive' (em espírito) por debaixo da 'interface' do sistema operativo Putin 1.0.
É um Czar autocrata sem coroa e com eleições...mas que dá marretada nos muçulmanos....
Ainda por cima, para cúmulo, têm armas nuclares, químicas e biológicas em barda, muitas mais que os EUA.....

4:43 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Raio, a sua opinião é bem-vinda e em certos aspectos até concordo consigo. No entanto, é uma opinião absolutamente fora de contexto, o excerto não trata dos problemas de inserção de Portugal na UE, construção política à qual também me oponho. O texto, escrito em 1930, note, fala da decadência da Europa e da emergência de 2 polos distintos, URSS e EUA, que embora parcialmente reminiscentes da civilização europeia são no entanto guiados por valores que negam a essência da ancestral identidade da Europa, no caso soviético o comunismo e no americano o materialismo mais básico.

Repare que Gasset fala enquanto europeu num período particularmente complexo da história do Velho Continente , e se falasse num outro plano seria sempre enquanto cidadão espanhol, nunca como um português no século XXI confrontado com os problemas económicos da UE .

O essencial do seu livro é a reflexão sobre a “massificação” do homem, ou a disseminação da mediocridade, da vulgaridade, a derrocada dos valores e o triunfo do relativismo total. Este excerto em particular é uma ponderação sobre um fenómeno que ele antevia na Europa e no ocidente em geral. E na minha opinião não se equivocou.

Ah Buiça, esse seu "americanismo" militante há-de ter qualquer explicação recôndita.Não se esqueça que você, goste ou não, é um português e por consequência um europeu.Olhe que vários são os casos em que os interesses americanos chocam com os da Europa.

Uma nota final para ambos, o Raio afirmou:«Nem os Estados Unidos nem a Rússia nos exploram e atrasam o nosso desenvolvimento.». Eu espero sinceramente que não precise lembrar de que forma estes dois porreiraços amigos de Portugal nos f*deram antes e depois de Abril,por exemplo na ONU, pois não?

8:23 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

O Raio deve ter um trauma qualquer... Algum puto alemão lhe roubou o chupa?

NC

11:00 da tarde  
Blogger alex disse...

Olha!
Afinal o NC, subitamente, já não se 'está a borrifar para os hiper-arianos do norte da Europa'.

:)

12:40 da manhã  
Blogger alex disse...

"Ah Buiça, esse seu "americanismo" militante..."

Caro rebatet, não se trata de 'americanismo militante'.
Os EUA têm coisas muito boas.....mas também têm coisas más.
O que se passa é o seguinte: exactamente po ser português e europeu é que me desespera ver o estado de panhonhice e de espírito de 'coninhas' que move a generalidade dos líderes europeis e suas políticas de 'panihhos quentes'.
é por isso que muitos como eu admiram os EUA e a Inglaterra que, quer se goste ou não e ara bem ou para mal, são os únicos ocidentais que ainda parecem 'tê-los' no sítio e que ainda não perderam a capacidade de firmeza e determinação.
Mais do que a admiração pelas ideias anglo-saxónicas, é sobretudo o 'fascínio' pela maneira como o mundo saxónico consegue ainda usar com resoluta firmeza...a FORÇA!
Consegue imaginar algum país da Europa continental a 'bater o pé' ás insolentes e tenebrosas hordas de mafoma?
Consegue imaginar algum país da Europa continental a liderar duas invasões ao coração do médio-oriente?
Consegue imaginar algum país da Europa continental a lidar com a questão das Malvinas da maneira como a Inglaterra fez?
Os argentinos pensavam que os ingleses, a 18000km de distância e chefiados por uma mulher (Lady Tatcher), não reagiriam, ou que se 'cagariam' todos.
Enganaram-se! Foram ESMAGADOS de forma brutal.De capote.
Lembra-se!?

Por isto tudo (e mais) é que me custa ver a Europa continental com estas políticas e atitudes...'apaneleiradas'...desculpe, mas não me ocorre outro termo.
Tatchers precisávamos de muitas.
Desde a atitude firme até às políticas económicas e sociais.
Portugal, por exemplo, precisa desesperadamente de uma (isto já só lá vai com uma gaja de 'tomates' no governo). :)

"Olhe que vários são os casos em que os interesses americanos chocam com os da Europa."

Pois é.
Mas é tudo muito bonito, muita paz,muita liberdade, muita democracia, muito amor e pombinhas a voar e tal...mas quando ficamos 'apertados' lá vai a Europa, em copioso pranto, bater à porta dos EUA e a América-nos-valha-e-ai-Jesus-que-é-o-fim-do-mundo-em-cuecas.
Cada vez que há um problema, a avestruz enfia a cabeça na areia.....a Europa vai em romaria a Washington ou vira-se para Londres.
É uma tristeza, mas é assim que tem sido.

"... e no americano o materialismo mais básico."

É um pouco redutor.
A relação cultural entre os EUA e a Europa é bem mais rica.
A Revolução de 1776 contituiu, por exemplo, uma inspiração para a Europa.
Ora, as ideias de 1776, não caíram do céu, são de origem europeia, assim como a grande maioria dos americanos e, malgré tout, a matriz cultural americana é EUROPEIA.
Uma variante algo 'exótica'....mas europeia nevertheless.

O individualismo materialista dos americanos deve-se, em primeiríssimo lugar, às vicissitudes históricas (e não só) da epopeia da colonização europeia dos territórios da América do Norte. Começou aí.

1:29 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Mas que raio????
Quem e este raio????

9:50 da manhã  
Blogger Pantera disse...

Caro amigo,já tenho novo blog.Passe por lá...cumpts!!!


http://anacleto-a-mula-maluca.blogspot.com/

11:48 da manhã  
Blogger miazuria disse...

Nao ha ninguem que de umas licoes de economia a este raizinho...

Tanta ignorancia...

1:28 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Então Buiça, agora já não faz a defesa do hedonismo?!

NC

9:58 da tarde  
Blogger alex disse...

"Então Buiça, agora já não faz a defesa do hedonismo?!"

O que é que o que disse tem a ver com o hedonismo?
Os romanos eram hedonistas e nem por isso deixaram de ser firmes e exímios guerreiros.

Além disso, hoje em dia a guerra já não é o que era.
À medida que a tecnologia 'invade' a guerra, esta ainda se vai transformar mais....

11:08 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

«Os romanos eram hedonistas e nem por isso deixaram de ser firmes e exímios guerreiros.»
Pois, por isso é que os barbaros lhes entraram "pela casa adentro" enquanto os romanos faziam uma orgia.

NC

4:39 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

HEHE, essa foi boa NC.Tem de concordar Buiça :)

7:10 da tarde  
Anonymous vogensen disse...

fucking fascists!
rcvogensen@portcult.com

7:26 da tarde  
Blogger alex disse...

O Império Romano não caíu por causa do hedonismo.
O hedonismo e a permissividade sexual foram uma constate da Antiga Roma, nos tempos de glória e nos tempos de decadência.

A queda do Império Romano deveu-se à mesma causa que fez ruir (mais cedo ou mais tarde) todos os impérios multinacionais: falta de coesão cultural e étnica.

É uma 'corrosão' que os deitou a todos abaixo.

O notável no Império romano foi o facto de se ter aguentado durante tanto tempo e com tanto êxito a tantos níveis.
Admirável.

1:51 da manhã  
Blogger chaudes disse...

mmm...well
I have posted some of
my photos here

2:01 da manhã  
Blogger chaudes disse...

mmm...well
I have posted some of
my photos here

2:07 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

O Buiça critica a moleza dos Europeus ao mesmo tempo que faz o elogio do hedonismo, e culpa a falta de coesão étnica pela queda do Império.

Essa falta de coesão sempre existiu, desde o inicio, e o Império durou longos seculos. Só quando os Romanos deixaram de ter a vontade e a força para reprimir as revoltas é que o Império ruiu.

Agora explique-me como é que uma sociedade hedonista (sistema filosófico que considera o prazer como único fim da vida) pode fazer a guerra??? Será que invadir países, largar bombas ou matar crianças dá prazer a alguém (só se forem sádicos!)?!?!

NC

1:44 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Já agora, isto está mais bonito assim ;)

NC

1:44 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

9:46 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Tive uma série de problemas inexplicáveis no computador, perdi o template do blogue e alguns documentos,e tive que arranjar um novo, mas primeiro que conseguisse publicar os links...Porra(desculpem mas tem de ser), isto deu-me cabo da paciência.

Ainda por cima o template anterior desapareceu, tem de ficar este, mas olha, ainda bem que te agrada :).

Merda das tecnologias :)

9:47 da tarde  
Blogger alex disse...

Ó NC, não percebo essa mania da 'totalidade'. Do '100%'. Do 'preto-e-branco'.

A vida é feita de muitas coisas. É multifacetada e já ninguém tem paciência para purismos ou cangas.
É perfeitamente possível disfrutar os prazeres da vida e sermos capazes de sermos firmes e determinados.
Uma coisa nada tem a ver com as outras.

É certo e sabido que os romanos (e os atenienses) passaram séculos da cama p'rá batalha, da batalha p'rá cama, and so on, so on....
E com assinalável sucesso, note-se.

As pessoas podem (e devem, que isto são 'dois dias'...) gozar os prazeres da vida (ainda hoje comi um arroz de polvo fantástico copiosamente regado com vinho aí do Minho :)), e isso não é forçosoque intervenha com o resto.
Sabe, a vida compoe-se de múltiplas 'esferas', não é (ou não deve ser) monolítica. Deve ser multifacetada.
As sociedades de elevada permissividade sexual, como os tais bárbaros PAGÃOS (que eram uns 'malandros' do piorio, eheheh) não são mais 'fracas' que as sociedades mais 'moralistas', p.ex.

" Será que invadir países, largar bombas ou matar crianças dá prazer a alguém (só se forem sádicos!)?!?!"

Presumo que não!
Espero sinceramente que não, aliás!
Mas pergunte a quem já invadiu, não a mim. :)

"... critica a moleza dos Europeus.."
Nada tem a ver o'cú com as calças'.
Os americanos, bem mais hedonistas (desvairadamente, até) e fornicadores :) que os europeus, é que andam sempre metidos em guerras.
Está a ver como uma sociedade hedonista ao máximo pode ser caceteira e trauliteira e nada 'mole'?!

nota: estava 'moi' à espera dos encómios do NC por eu andar a defender a 'coesão étnica' da Europa e....nada.

Olhem que isto :) :)

nota2: ó Rebatet, deixe lá isso.
Vá-se habituando a estas merdas :)
O raio dos americanos, em vez de tratarem convenientemente, do Blogger devem estar a dedicar-se ao 'hedonismo' (eufemismo) :)

1:34 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

"Os americanos, bem mais hedonistas"

Olhe que não... Não se esqueça que os EUA são o país do televangelismo (Bible Belt, Jerry Falwell, e tipos assim, sempre com o Inferno na ponta da língua, dizem-lhe alguma coisa?); não se esqueça que a vitória de Bush se ficou a dever à sua defesa dos "valores morais"... Os EUA dos filmes hollywoodescos têm pouco a ver com os EUA reais.

NC

1:54 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

O Buiça também sabe, de certeza, que o fundamentalismo nasceu nos EUA, com a compilação, em 1910, de artigos de natureza teológica, insusceptiveis de discussão. Parece que às vezes, quando se fala dos EUA, se esquece as suas origens puritanas.

NC

1:59 da manhã  
Blogger Caturo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

2:05 da manhã  
Blogger Caturo disse...

«O Império Romano não caíu por causa do hedonismo.
O hedonismo e a permissividade sexual foram uma constate da Antiga Roma, nos tempos de glória e nos tempos de decadência.

A queda do Império Romano deveu-se à mesma causa que fez ruir (mais cedo ou mais tarde) todos os impérios multinacionais: falta de coesão cultural e étnica.»

Brilhante, digo eu, já que o NC
se esqueceu (rimou).

Subscrevo também a visão de que é possível haver várias tendências psicológicas numa sociedade - aliás, tem de haver várias tendências numa sociedade, ou então esta não será completa. Por isso é que os antigos pagãos tinham vários Deuses com personalidades diferentes... tanto Vénus, e Afrodite, amante dos prazeres e da macieza, como Marte, e especialmente Ares, que delira com a Guerra...


Já Platão o dizia no «Político»: é preciso que uma sociedade tenha belicosos, mas também estudiosos serenos (estudiosos serenos não é o mesmo que hedonistas, mas não interessa).

Aliás... não é verdade que os mais belicosos, os soldados mais amigos da bordoada, passam os tempos livres em grandes farras, com bebedeiras de caixão à cova?...

Só é preciso é que esteja cada coisa no seu lugar e na sua justa medida. Já Platão afirmava que, se a Sabedoria é superior ao Prazer, o melhor de tudo é a Medida: a justa proporção de Sabedoria e Prazer (mais Sabedoria do que Prazer, mas também algum prazer).

2:08 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

"o melhor de tudo é a Medida: a justa proporção de Sabedoria e Prazer (mais Sabedoria do que Prazer, mas também algum prazer)"

Mas aí é que está! Justa proporção, que é exactamente o que falta hoje em dia.

NC

2:14 da manhã  
Anonymous vogensen disse...

rcvogensen@portcult.com
fuck portugal

7:48 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Cool blog, interesting information... Keep it UP » » »

4:59 da tarde  

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