terça-feira, abril 12, 2005

Arthur Moeller van den Bruck

Nascido em 1876 em Solingen, Arthur Moeller van den Bruck passou a juventude em Düsseldorf, onde manifestou um carácter introspectivo mas também rebelde. Bem cedo iniciou uma vida de boémio, primeiramente em Erfurt, depois em Lipsia, onde se inscreve na universidade, sem a completar. Espírito autodidacta, formou-se com os clássicos do pangermanismo cultural, Langbehn, H.S.Chamberlain, Gobineau. Em 1896 está em Berlim, onde entra em contacto com Rudolf Steiner, August Strimberg e o pintor «Völkish» Fidus. Em 1902, fugindo ao serviço militar, abandonou a jovem mulher grávida e refugiou-se em Paris, onde conheceu, entre outros, o pintor norueguês Edvard Munch e o homem de letras do simbolismo russo Dimitri Merezkowskij, que o faz conhecer e apreciar Dostoievski. Em 1906 vai a Florença na companhia do poeta Theodor Däubler, com o qual compõe o poema épico «Nordlicht»( Aurora Boreal), e do escultor expressionista Ernst Barlach. De 1904 a 1910 escreve a obra enciclopédica «Die Deutschen» (Os Alemães), um retrato dos maiores génios da cultura germânica, que teve significante influência no círculo de Stefan George. Em 1906 iniciou a tradução das obras completas de Dostoievski. Regressado a Berlim em 1907, e novamente casado, inicia uma vida de viagens e colaboração em revistas, entre as quais a conservadora «Die Tat».Em 1913 publica «Die Italienische Schönheit»( A Beleza Italiana), em que emerge a sua preparação artística.

Alista-se no exército como voluntário em 1914; depois de um período na frente oriental é destacado para o Ofício de Propaganda do exército, onde colabora com Friedrich Gundolf, Hans Grimm e Börries von Münchhausen, o primeiro um seguidor de George, os outros dois intelectuais que se distinguirão durante o regime nacional-socialista. Em 1916 Moeller publica «Der Prussische Stil»( O Estilo Prussiano) e, depois da derrota militar, em Junho de 1919, encontramo-lo entre os fundadores de «Juniklub», associação nacional-conservadora de Berlim, e de «Gewissen», revista do nacionalismo radical. É de 1919 o seu livro político «Das Recht der Jungen Völker»( O Direito dos Povos Jovens), enquanto algumas fontes dão por certo o seu encontro com Hitler em 1922 perto do «Juniklub».Dois anos depois da publicação da sua obra-prima ,«Das Dritte Reich»( O terceiro Império), em 1925, suicida-se em Berlim.


Revista "Linea", Setembro 2004

4 Comentários:

Blogger miazuria disse...

Ora aqui esta um dos meus autores preferidos!
Controverso e profetico.

Bem-haja camarada Rebatet.

5:32 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

9:08 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Mas que você tem bons hábitos de leitura já eu sabia :)

9:54 da tarde  
Blogger miazuria disse...

Obrigado Rebatet. Devolvo-lhe o cumprimento!

Uma nota, creio que a revista dos anos 30 "Die Tat", nao era, em rigor, conservadora.

Saudacoes.

9:14 da manhã  

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