quarta-feira, dezembro 21, 2005

Celebremos o solstício rumo ao renascimento



É no Inverno que nasce o deus. O menino-Sol nascido do dia de solstício, da noite mais longa, dando ao mundo a esperança que o Sol, símbolo da luz, esteja de volta em plena força na primavera. É do amor dos Deuses que a vida renasce sobre a terra e se honrará o regresso do Sol Invicto.

A luz cessa de diminuir e recomeça a crescer. É o tempo de celebrar o ano que está para vir; a runa solar, a roda do tempo que gira uma vez mais. É o tempo de renovação e renascimento. O renascimento do deus promete a volta do sol e da abundância. É preciso ver a luz proverbial que surge da escuridão e avançar: há a promessa dos belos dias que virão. Este é o ânimo do solstício de Inverno: colocar um fim às coisas que vão mal e encontrar a força de transformá-las. Ainda que a luz proverbial seja pouco visível, ainda pouco forte, distante, é preciso cultivá-la, fortalecê-la, para que possa crescer como o menino, Deus Sol, nascido do solstício de Inverno, e que, ao crescer, ao erguer-se, os seus raios possam tocar todos os cantos da Magna Europa, num novo amanhecer, glorioso, sob a égide desse Sol Invicto.

Como afirma Guillaume Faye: “Após a mais escura das noites é sabido que pela manhã o sol regressará, o Sol Invictus. Depois do crepúsculo dos Deuses, a alvorada dos Deuses. Os nossos inimigos sempre acreditaram na Grande Noite e as suas bandeiras estão ornamentadas com símbolos das estrelas nocturnas. Pelo contrário, na nossa bandeira está cunhada a Estrela da Grande Manhã, com raios resplandecentes: A roda, a flor do Sol de Meio-dia.”

É preciso opor uma nova noção de tempo à que emanou do dualismo cristão, porque na visão cristã do tempo o homem nasce em estado de queda( herdeiro de Adão e Eva) a história parte de um estado de desgraça para um fim anunciado, numa concepção linear do tempo, numa progressão irreversível para o fim. Como afirmou D.H.Lawrence (*), em vez de ser uma religião da vida, do aqui e agora, é uma religião do destino adiado, da morte e da recompensa posterior, para lá deste mundo. Esta concepção do tempo estimula a contemplação em vez da acção, prostra em vez de inflamar a força transformadora do homem, a vontade de poder, o desejo de “tornar-se”, de agir e vingar.

O homem europeu moderno desligou-se dos ritmos do mundo que o rodeia. Assumiu o tempo linear. Mas o mundo natural, a vida, funciona por ciclos e é preciso portanto assumir o tempo cíclico. Di-lo Lushington: “Olhamos a paisagem num dia frio e nebuloso de Dezembro e não vemos nada que nos prometa a primavera que parece tão distante. E no entanto essa promessa está lá, à nossa frente, para aquele que descubra os ritmos da vida(…) E com a chegada da escuridão, o observador cuidadoso consegue observar a marcha do sol que se põe, mesmo naqueles dias difíceis e frios de Janeiro, cada um durando um pouco mais que o anterior, cada um enviando a sua subtil mensagem de renascimento a todos os que querem ver. Os nossos antepassados sabiam e apreciavam isto; para eles o solstício de Inverno não era um tempo de luto mas de renovação.”

A importância da crença no tempo cíclico está na capacidade de acreditar que a grande derrota, a vergonhosa capitulação não é final, não irreversível, não, a ela se seguirá o renascimento, a reconquista!

Saibamos dignificar os nossos ancestrais e preparemo-nos para a Grande Manhã, quando o Sol Invictus despontar, rompendo a mais longa noite que a Europa viveu, traremos de novo a luz a todos os cantos da Magna Europa e veremos os homens e as mulheres dos nossos povos despertarem pela primeira vez desde há demasiado tempo do longo sono em que haviam mergulhado, perante o clarão que trespassará as nossas bandeiras, cunhadas com o divino símbolo solar, e perante a luz que irromperá pelas trevas ver-se-ão então, claramente, os rostos daqueles que reinaram na nossa escuridão.

(*) Apocalypse, p.59

15 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

O dia não é de luto mas é o dia (noite) em que os Nossos Mortos devem ser recordados ao som do - Eu tinha um Camarada - com um convicto:
\o
PRESENTE!

Legionário

11:28 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Fantástico post, inspirador.

E como lembrou o legionário é também nesta longa noite que lembramos os camaradas caídos:

«Ich hatt' einen Kameraden,
Einen bessern findst du nit.
Die Trommel schlug zum Streite,
Er ging an meiner Seite
In gleichem Schritt und Tritt.

Eine Kugel kam geflogen:
Gilt's mir oder gilt es dir?
Ihn hat es weggerissen,
Er liegt vor meinen Füßen
Als wär's ein Stück von mir

Will mir die Hand noch reichen,
Derweil ich eben lad'.
"Kann dir die Hand nicht geben,
Bleib du im ew'gen Leben
Mein guter Kamerad!"»

2:52 da tarde  
Blogger Caturo disse...

Como diz o Hino, Saudai o Sol que desponta sob um ridente porvir...

5:03 da tarde  
Blogger Duarte Branquinho disse...

Natalis Solis Invictus

5:17 da tarde  
Blogger O Sentinela disse...

Não há dúvida que este texto foi para mim, uma inspiração diferente.

Simplesmente supreendente.

A celebração de um novo ciclo vital.
Significa um novo olhar, um renascimento.
Um novo ser nasce, com uma força brutal.
Força essa, que nem todos têm conhecimento.


Desejo um bom natal.

5:54 da tarde  
Blogger maria disse...

Agradeço ao Paulo Cunha Porto por me ter indicado o caminho. És, de facto, o profissional do solstício, Rodrigo.
(Será melhor lembrar o João Villalobos, não vá ele esquecer-se da recomendação do Misantropo?)
Um abraço.

10:21 da tarde  
Blogger Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro Rodrigo:
Sobre este celtismo sedutor dou-Lhe os parabéns, no dia de hoje. O debate seguirá nos próximos dias. Um abraço.

11:49 da tarde  
Blogger Je maintiendrai disse...

Akenaton do Egipto não diria melhor...

8:32 da tarde  
Blogger reconquista disse...

Por ocasião de mais um Natal, de mais um (re)nascimento, os meus votos de muita felicidade, em crescendo, como estes dias que até ao mês de Junho frutificarão em abundância e plenitude.
Continuarei a acompanhar essa obra pertinaz e transcendente que é a BATALHA FINAL, um cavaleiro incansável que percorre as nossas montanhas e os vales mais profundos propagando a fé na Pátria, escorraçando o infiel.
Bem hajam

João Baptista
(Reconquista)

6:50 da tarde  
Blogger Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro Rodrigo:
na iminência de largar a "net", por hoje, quero desejar-Lhe um Período Natalício muito feliz, com todos os que lhe são queridos.
Abraço

8:04 da tarde  
Blogger Caturo disse...

Bom Natal, porque ainda é Natal...

12:46 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

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2:11 da manhã  

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