quarta-feira, agosto 23, 2006

O Club de l'Horloge e a "preferência nacional"

Em 1974 foi fundado, em França, o Club de l’Horloge. Influenciados parcialmente pela Nova Direita (embora, oficialmente, o não assumam) e dividindo alguns dos seus membros com o GRECE, o clube estabelecerá um caminho próprio desde muito cedo. Ao contrário do que sucedeu com a maior parte das organizações da Nova Direita o Club de l’Horloge entrega-se com maior dedicação à tarefa de estabelecer uma aliança entre o nacionalismo e a economia de mercado.

Constituído sobretudo por altos funcionários do Estado e quadros do mundo empresarial francês a sua influência virá a fazer-se notar sobretudo sobre a FN de Le Pen. O objectivo do grupo é prover doutrina aos sectores da direita que não estejam dispostos a colaborar com a “destruição da nação”. Para isso tentam construir pontes entre toda a direita assentes em premissas de defesa da identidade nacional e rejeição dos socialismos. Esta batalha compreende-se à luz do background político da maioria dos seus membros, formados ideologicamente na luta contra o comunismo, contra a União Soviética, e provenientes de uma direita menos revolucionária nas suas posições que aquela que o GRECE criará.

A síntese procurada entre o nacionalismo e um “liberalismo económico” levará a que a organização e aqueles que influenciou sejam definidos por alguns, e muitas vezes assim se assumam, como “nacional-liberais”. Mas o termo está longe de ser pacífico, como está longe de ser pacífica a inserção dos seus representantes na tradição liberal. Um dos focos do problema é a oposição que o grupo estabelece entre um “liberalismo nacional”, protector da identidade da nação, que consideram ameaçada de morte pela imigração e pelo multiculturalismo, e um liberalismo desenraizador e mundialista que rotulam de inconsciente e utópico (mas que, no fundo, será a expressão natural do que é de facto o liberalismo).

O nacionalismo do Club de l’Horloge vai inclusive para além daquele nacionalismo cívico, puramente institucional, que olha a pertença à nação como uma mera expressão da vontade individual. Isto contribui ainda mais para colocar as posições do grupo no limiar, ou na marginalidade, de qualquer corrente tradicionalmente liberal.

Em 1985, na obra “la préférence nationale, réponse à l'immigralion”, dirigida por Jean Yves le Gallou, o Club de l’ Horloge apresenta uma ideia que abordaremos aqui e que será posteriormente aproveitada pela generalidade da direita nacionalista francesa mas que constituirá, igualmente, heresia intolerável para grande parte da direita liberal, que juntará a sua voz à consternação esquerdista: conforme o título indica fala-se da concepção de “preferência nacional”.

Como afirma Henry de Lesquen, presidente do clube, não pode haver nação, com efeito, sem que a lei estabeleça uma diferença entre os nacionais e os estrangeiros. A nação é uma comunidade e nenhuma comunidade pode existir se não existe alguma distinção entre aqueles que dela fazem parte e os que lhe são estranhos. A diluição progressiva da diferenciação entre nacionais e estrangeiros não pode conduzir, logicamente, senão ao efectivo desaparecimento da nação. Uma vez que é inquestionável que a existência de qualquer nação, de qualquer grupo, exige um factor de exclusão, a única questão passível de debate é saber como se definem e materializam essas condições de diferenciação. Numa altura em que as nações ocidentais estão a ser submergidas por uma invasão populacional sem precedentes e com uma colaboração interna igualmente sem antecedência histórica surge urgente reforçar, alargar, a distinção que se esbate de dia para dia entre os nativos e os alógenos.

O conceito de “preferência nacional” insere-se, assim, nessa diferenciação natural entre nacionais e estrangeiros que reforça a nação ao mesmo tempo que, e note-se que as duas coisas são interdependentes, procura estabelecer uma conjuntura que desencoraje a imigração, pretendendo desincentivar a entrada de populações forasteiras, atraídas pelos Estados Providência europeus que tantas vezes são sobrecarregados com a torrente terceiro-mundista.

A síntese proposta pelo Think Tank francês entre o nacionalismo e o “liberalismo económico” funcionaria então em duas vertentes. Decorrente directamente da aplicação da ideia de “preferência nacional” os cidadãos pátrios passariam a ter prioridade, por exemplo, em questões de emprego, no acesso à habitação social e acesso reservado a determinadas prestações sociais, resultando numa triagem de benefícios que são considerados pelo Club de l’Horloge como um íman para as populações extra-europeias.

Existem dois direitos que o agrupamento considera que não podem, em situação alguma, estar senão reservados aos nacionais: o direito de voto e o direito de permanência indefinida no território do país. O Club de l’Horloge por várias vezes manifestou preocupação pela existência de lobbies cada vez mais fortes que visam garantir o direito de voto inclusivamente a cidadãos de países que não pertencem ao espaço de construção europeia mas que aí residem.

Quanto ao direito de permanência, consideram-no violado pelo sistema de autorizações de residência constantemente renovadas e que acabam por garantir a estadia perpetuada de estrangeiros.

No que toca à defesa da liberalização económica e ao seu impacto nos fluxos migratórios o agrupamento defende que a livre circulação de mercadorias e capitais desincentiva a imigração na medida em que facilita o investimento directamente nos países cuja mão-de-obra é procurada em vez de atrair essa mão-de-obra para o território nacional.

Subjacentes a este raciocínio estão premissas teóricas que apontam para uma relação de substituição entre a mobilidade de factores produtivos e o comércio. Não devemos, contudo, esquecer que estes modelos são baseados em simplificações da realidade e não podemos deixar de notar que a liberalização do comércio ao abrigo da NAFTA não diminuiu as pressões imigratórias para os EUA. O período em que passou a vigorar coincidiu até com uma entrada maciça de mexicanos nos Estados Unidos.

Há, no entanto, uma condição importante para uma aplicação optimizada da ideia de “preferência nacional” e que não pode deixar de ser salientada. Para o efeito atentaremos numa parte fulcral das considerações desenvolvidas por Jean-Christophe Mounicq( Les 4 Vérités, Janeiro de 1999) ao conceito:

«Primeiramente o que é um nacional? Qualquer um que tenha a nacionalidade francesa! Ok, e como se obtém a nacionalidade francesa? Por casualidade ou quase: basta nascer em território francês(…)chamamos a isso direito de solo ou “jus soli”, em latim. Por esta razão os vândalos que incendeiam viaturas nos subúrbios de Estrasburgo ou Toulouse, mesmo se são na maior parte de origem imigrante e africana, não são adolescentes argelinos ou marfinenses mas jovens franceses.

Bom, então por que querem que prefira estes jovens vândalos franceses a jovens russos, vietnamitas ou brasileiros respeitadores do próximo? Francamente, podemos compreender que os alemães evoquem a preferência nacional. Eles souberam manter uma população homogénea porque o seu critério de nacionalidade é baseado no direito de sangue, o jus sanguinis»( nota: A Alemanha acabou, sob a égide da governação de esquerda, por assinar a sua sentença de destruição ao abandonar posteriormente o direito de sangue).

Este ponto é essencial. De facto, a virtude da concepção de “preferência nacional” na defesa da nação está interligada ao critério de nacionalidade, é o direito de sangue, numa formulação bastante restritiva, que pode garantir a maior eficiência da “preferência nacional” enquanto mecanismo de luta contra a extinção da nação ou, se quisermos, a sua completa transformação numa nova entidade marcada por uma matriz étnica e cultural estranha à sua origem.

De resto notemos que a ideia de “preferência nacional” pode ser adaptada e exercida, aqui de forma voluntária e informal, naturalmente com inteligência e respeito pela condição humana, por todos os nacionalistas no quotidiano, imbuídos do mais autêntico sentido de comunidade.

Acima de tudo, como me lembrou um companheiro de caminho, tenhamos presente o seguinte: o Direito que foi injustamente construído, com a marca da traição e contra o “espírito do povo”, deverá ser, a seu tempo, justa e legitimamente modificado! Porque o Direito, como a História, não atingiu o seu fim…

11 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Tudo muito bonito, mas ainda bem que o Le Pen já não defende ideias aberrantes como a liberalização dos despedimentos! O espírito terceiro-posicionista que norteia o verdadeiro nacionalismo acabou por falar mais alto ao grande herói do nacionalismo francês e europeu do pós-guerra.

2:14 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Caro Rodrigo,

Nem a propósito, hoje surge no Independent a defesa (orgulhosa) da tese contraria.

http://news.independent.co.uk/uk/this_britain/article1221080.ece

No entanto, existe um factor que me parece importante e que os ingleses (a minoria que defende a teoria de que as pecas do puzzle hao-de encaixar perfeita e harmoniosamente) nao tem em conta: o país anfitriao orgulha-se (a minoria referida) de ser multi-cultural, mas a grande maioria dos imigrantes, longe da sua raiz, veem ampliado o seu sentimento nacionalista. Nao modificam os seus hábitos alimentares, procuram dar-se com os seus compatriotas, no fundo - perante a interrogacao quotidiana sobre quem sao e de onde vem - sentem a necessidade de incarnar mais convictamente a sua 'camisola'. Russos, paquistaneses, brasileiros, jamaicanos, portugueses, etc., etc., etc.

Mais trágico, no entanto, sao aqueles que por cá ficam, deixando os seus filhos crescer aqui (e nao tem meios para lhes dar a melhor das educacoes). Essas geracoes segundas, terceiras, quartas recebem zero de referencias culturais, nao sabem com que se identificar. Certo, afirmam-se ingleses (e sao de facto os 'novos' ingleses), mas nao sabem dar uma definicao do que é ser ingles, nao sabem de onde vem nem para onde vao - sabem o que tem e o que ambicionam ter.

Sao uma massa, manipulável, amorfa, indiferente, resultado dum sistema (glo)balizado.

Excepcoes: os judeus, que vivem efectivamente em bairros/zonas de judeus e nao abdicam dos seus valores, princípios e religiao; aqueles muculmanos que (cada vez mais) nao se deixam corromper pelo laicismo materialista.

Resultado? Veremos... Confesso que tenho uma ENORME curiosidade para ver, daqui a 20 anos, quem conquistou maiores avancosno terreno do pensamento politicamente correcto. Neste momento, oscila entre o Islao e os judeus. Se bem que os judeus estarao, aparentemente, a perder terreno, apesar do holocausto - o seu tabu (de salavacao).

Quanto aos islamicos, é EXTRAORDINÁRIO aquilo com que conseguem safar. Diria mesmo que, por vezes, a sensacao que dá é a de estar num hospício pejado de autistas que nao querem ver nem ouvir, só esquecer. Precisamente na mesma cidade onde homicidas islamistas radicais INGLESES se suicidaram com bombas no metropolitano, matando consigo quem quer que lá estivesse, um ano mais tarde, exibiam-se cartazes aclamando, elogiando os 'mártires' 'heróis'. Tudo no dia-a-dia duma cidade 'multi-cultural'.

Nem referirei, por manifesta 'irrelevancia', o sem número de vezes que a bandeira inglesa, do país anfitriao (se e que ainda se pode 'arrogar' a esse título...), tem sido queimada em praca pública, em varias das pricipais cidades inglesas.

Enfim, certo é que estes sao os momento cruciais para a definicao do que é uma Nacao, uma fronteira, uma cultura.

Está-se enxertando a velha oliveira com sementes de vários frutos a ver o que e que dá...

(Curiosa também a primeira página do (famigerado) 'The Sun' de hoje.

http://www.thesun.co.uk/article/0,,2005050000-2003410033,00.html)

Um abraco,

Miguel

11:32 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

O link completo para o Independent é:

http://news.independent.co.uk/uk/this_britain/article1221080.ece

Miguel

11:36 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Oh Diabo... A ver se é desta. Vou partir o link ao meio para caber.

http://news.independent.co.uk/
uk/this_britain/article1221080.ece

Miguel

11:39 da manhã  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Miguel, li o artigo na diagonal e fiquei com vontade de rir, considero esse estudo um caso escandaloso de oportunismo político e manipulação da opinião pública numa altura em que, como sabe, grande parte dos ingleses se mostram contra a imigração e sobe o apoio a propostas do BNP. Não será igualmente alheio a este timing a revelação de que falharam clamorosamente as previsões optimistas do governo em relação à entrada de imigrantes, de poucos milhares para 300 000 por ano, e aparentemente estes são apenas os de leste...Nada como contornar isto procurando mostrar que no fundo a entrada incontrolada destas pessoas foi uma maravilha para a economia.

Logo à noite comentarei...

6:38 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Como escrevi e desapareceu misteriosamente, crie-se já o PPN, Partido da preferência nacional, já que o PNR já deu o que tinha a dar.

6:41 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Exacto, desde que a economia nao oscile, nao interessa que povo é o que contribui para ela. Números acima das pessoas. Valores, só os matemáticos. Os outros, sao relativos, secundarios, manipuláveis.

Quanto as previsoes do governo, é o que está no link do The Sun que postei. Previstos 26.000 em 2004, efectivamente, foram 427.000.

Miguel

6:42 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Apaguei os comentários iniciais que se seguiram ao meu e reproduzi-os agora pela mesma ordem,espero que não se importem, fi-lo para corrigir algumas estúpidas gralhas no meu texto.

Ao primeiro anónimo:

O seu comentário não foi apagado, o texto que eu inicialmente publiquei é que foi apagado.

Ao Miguel:

Assim é, não diria melhor, para esta gente só os números contam, são incapazes de sair do economicismo porque não compreendem sequer o que é uma nação ou qual o seu propósito. Não se ria, mas um dos proponentes mais empenhados da livre imigração dizia que as nações são...monopólios, veja bem...

De qualquer forma nem pelos números lá chegam...vou sair agora mas depois de jantar farei alguns breves comentários à forma como esse jornal manipulou descaradamente a opinião de quem o lê, pelo menos neste caso em particular

6:58 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

A primeira coisa que chama a atenção naquela série de artigos é a inexistência de contraditório, não foram apresentadas as apiniões do lado dos que se opõem à imigração como se houvesse unanimidade de juízo sobre o assunto.

Ainda que o problema da imigração para a nação ultrapasse a dimensão económica é preciso dizer que mesmo aqui a questão não é consensual.

No artigo diz-se que é PROVÁVEL que os imigrantes tenham contribuido entre 0.5 e 1% para o crescimento do PIB...sim, é PROVÁVEL, mas e daí? não havendo essa força de trabalho a economia não teria estagnado ou entrado em recessão, teria crescido!

E o que nos diz o artigo sobre a resultante distribuição do rendimento? nada! Não sabemos que percentagem do rendimento foi absorvida pelos próprios imigrantes e não sabemos como foi distribuído entre a população esse rendimento. Isto não são pormenores, são apenas detalhes que decidiram ignorar na campanha que ali promoveram.

É óbvio que os imigrantes contribuiram para o PIB, isso decorre de um simples facto... terem trabalhado.

Depois note-se o seguinte, o impacto da imigração sobre um país tem custos não quantificáveis e tem custos indirectos que este tipo de estudos nunca, mas nunca, revelam. Custos que incidem sobre a segurança, a habitação, decorrentes do congestionamento urbano, etc...

Obviamente que estas análises de curto prazo, em intervalos anuais, tendem a fazer sobressair os benefícios sobre os custos, e nesse aspecto esse tipo de estudos para o crescimento do PIB em determinado ano pouco ou nada revelam sobre os impactos estruturais da imigração.

Não são também relatórios deste tipo que servem para retirar conclusões sobre o peso da imigração no Estado Providência, ainda que no caso britânico ele seja certamente menor que no Continente.

Repare o Miguel ainda no seguinte caso onde surge manifesta a desonestidade de todo o dossier:

Um tal de Hamish McRae num dos artigos sobre o tema saiu-se com esta ideia peregrina: O desemprego aumentou coincidindo com a entrada desses imigrantes mas não faz mal porque os imigrantes não recebem subsídios de desemprego! Ora regressando ao artigo principal está lá dito, preto no branco, que o número de beneficiários de subsídio de desemprego aumentou, mas o Hamish não vê a relação e quem escreve o artigo diz que isto PODERÁ ser independente da entrada dos estrangeiros, pois...PODERÁ, mas a verdade é que a vinda desses imigrantes coincidiu com a subida de desempregados, o resto são conjecturas.

Assim sendo como podemos interpretar as palavras do Hamish senão como uma descarada manipulação da opinião pública. Não são os subsídios desses imigrantes mas são os subsidios que decorrem( devo dizer provavelmente para usar a linguagem do Independent) da sua entrada.

Mais, se no caso britânico os imigrantes não têm direito a subsídios de desemprego no Continente é diferente, em Portugal, como sabemos, têm acesso a essas ajudas.

Aliás, um dos entrevistados admite mesmo que essa imigração pressionou para baixo os salários e congratula-se por isso, a "economia"( alguns priveligiados sobretudo) afinal beneficiou,tornou-se mais competitiva... a competição pela baixa salarial remete-nos para outras paragens...

Enfim, só "bollocks", como eles dizem, ali o que se fez foi propaganda política. O meu conselho é que se tenha sempre presente que a maior parte dos lobbies económicos estão interessados em promover a ideia de que a imigração é uma necessidade para a economia uma vez que se mostram incapazes de argumentar fora dessa área. Mas isso não é sequer verdade.

Eu não sei quem encomendou esse estudo, sim, porque esses estudos são muitas vezes encomendados para apresentarem conclusões que à partida são desejadas, mas sei que o contabilista que ali é entrevistado não me merece mais credibilidade que economistas galardoados ou muito reputados como o Allais, o Samuelson ou o Borjas.Curiosamente todos são unânimes em reconhecer que a imigração não é necessária à economia.

Uma coisa mais, aqueles imigrantes que ali são analisados são provenientes do Leste Europeu, ora essa imigração é preferível à imigração não europeia, pela ligação cultural e civilizacional, e são também imigrantes, em geral, mais produtivos que os originários do Bangladesh,dos países árabes ou africanos.

Agora, entre seleccionar a imigração, atendendo à preservação cultural europeia, e levar com uma enxurrada de meio milhão por cada dois anos vai uma enorme diferença, a diferença entre a prudência, com vontade de integrar, e a loucura, inconsciência ou simples inexistência de qualquer sentido de identidade nacional.

11:48 da tarde  
Blogger Menestrel disse...

Caro Rodrigo:
O post é de qualidade inequívoca. Porém, a compatibilização entre o nacionalismo e o liberalismo é irrealizável, na minha perspectiva.

A mútua convivência de ideiais distintos implica a preponderância de um sobre o outro. Ora, a preponderância poderá levar à aniquilação. Creio no triunfo do Nacionalismo, mas vejo, de igual modo, a lábia preversa do liberalismo que desponta constantemente, bem como de a de todos os seus ramos "renovados" sobre os quais falámos no post anterior.

Se Maurras afirmou "o nacionalismo integral é a monarquia" (entenda-se, por arrasto, anti-liberal) permaneço na fé de que o nacionalismo vindouro triunfante se manterá bem afastado desse sistema económico ao qual Portugal nada tem para agradecer.

Cumprimentos!

4:15 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

"não havendo essa força de trabalho a economia não teria estagnado ou entrado em recessão, teria crescido!"

Como?

6:42 da tarde  

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