segunda-feira, julho 18, 2005

Os excluídos úteis da extrema-esquerda

Leio que os envolvidos nos atentados terroristas de Londres eram cidadãos integrados na sociedade, tinham família, emprego, casa, tinham um nível de vida razoável e tinham nacionalidade inglesa. A esquerda radical, que havia imediatamente apontado a exclusão social como potencial catalizador do fenómeno, manteve posteriormente um silêncio comprometedor perante os factos surgidos. A verdade é que estes não eram os excluídos ideais que a esquerda pretenderia, para ficarem bem na fotografia faltava-lhes sem dúvida algum trauma provocado pela sociedade ocidental, algo que servisse de prova da sua discriminação social: o desemprego, a pobreza extrema, a falta de habitação, um episódio passado em que tivessem sido vítimas de racismo institucional, enfim, algo que pudesse dar consistência à ideia de marginalização provocada pelo funcionamento da sociedade inglesa, e sublinho isto pois é um ponto fundamental, o essencial seria provar claramente que caberia à sociedade ocidental responsabilidades, numa óptica de desresponsabilização dos indivíduos pelos seus actos que é muito cara à extrema-esquerda. Ora o argumento de exclusão social no caso dos envolvidos nos atentados aponta para uma exclusão diferente da desejada pelas elites de esquerda, não induzida pela organização social ocidental ou pelo “capitalismo opressivo” mas induzida por um sentimento intenso de identidade própria estranha e até antagónica à da sociedade onde se incluíam, era, em boa verdade, uma exclusão de sentido inverso, profunda e latente que partia dos próprios indivíduos em relação à sociedade ocidental e aos seus valores e não uma qualquer tirania da sociedade sobre aquelas pessoas, quais vítimas indefesas de um regime que não lhes permitisse viver condignamente . O silêncio ulterior da esquerda explica-se portanto por duas razões que advêm daqui, a primeira é que esta era uma exclusão cultural inerente e da responsabilidade dos próprios abrangidos na situação e que não permitia responsabilizar a sociedade e atacar a ordem tradicional da mesma, a segunda é que era uma forma de exclusão incompatível com o discurso institucional da extrema-esquerda de que não existem incompatibilidades de cariz cultural que impeçam a convivência no mesmo espaço de grupos com valores civilizacionais distintos e que basta a intervenção do Estado para assegurar a “integração” de todos.

O discurso da extrema-esquerda no período subsequente aos atentados é um reflexo condicionado de uma mentalidade que assenta em boa parte na ideia de exclusão como factor essencial de progressão, de conquista de poder. Mais que todas as outras, a esquerda herdeira do marxismo é, pela sua natureza, herdeira de uma ideia fulcral de conflito social. Se na ortodoxia marxista esse conflito social se manifesta pelo conflito de classes laborais e portanto ligado à esfera económica, a nova extrema-esquerda alargou o âmbito do conflito da esfera económica para a esfera estritamente social e cultural. Os novos "excluídos" não são apenas os que caem na pobreza mas são também todos os grupos que não fazem parte da ordem tradicional das sociedades onde se inserem, pela preferência sexual, raça, religião, cultura. Este novo segmento de "excluídos pronto-a-servir” era uma necessidade da esquerda em função da evolução das sociedades ocidentais.Com níveis de bem-estar apreciáveis, longe das predições de desintegração económica de Marx, as classes menos favorecidas economicamente não bastavam já para garantir à esquerda radical um potencial de crescimento considerável e essa esquerda vive e cresce da desordem e da exclusão, não podendo ser económica será então social. Nenhuma outra força política necessita tanto da existência de tensões sociais e económicas como a extrema-esquerda. O seu eleitorado base sempre foi os que identificou como “excluídos” e como tal, para crescer politicamente, necessita que os “excluídos” existam e de preferência que se multipliquem.

Assim se explica que perante o colapso da Enron, que deixou milhares de trabalhadores americanos sem as poupanças de uma vida, Lincoln Van Sluytman, coordenador de educação do Fórum de Brecht e reputado marxista, tenha afirmado o seu contentamento perante a ocorrência pois isso beneficiaria o seu movimento político, ou seja, as preocupações com a vida dos trabalhadores afectados passaram para segundo plano perante o eventual benefício que daí adviria para a sua concepção ideológica. O senhor Sluytman celebrava no fundo o surgimento de mais uns milhares de “excluídos”, matéria-prima pronta a engrossar as fileiras do seu movimento. O discurso de combate à exclusão que a extrema-esquerda utiliza é uma falácia, quando a esquerda de inspiração marxista se apresenta como a voz dos excluídos e disposta a travar o combate da exclusão é preciso entender que o objectivo não é combater a exclusão económica e social nas sociedades modernas de raiz europeia respeitando a tradição ocidental mas sim utilizar os "excluídos" para fundar uma nova ordem social, uma nova ideia de sociedade e de homem, criar um novo sistema que represente um corte radical com o nosso passado, e para tal é preciso primeiro fazer ruir a ordem social tradicional e as suas instituições(ou o que resta delas), familiares, religiosas, culturais, nacionais; é preciso portanto que existam e se criem novos “excluídos” dessas instituições tradicionais pois eles são a arma útil de desmoronamemto da sociedade europeia.Na realidade a esquerda radical, antes de a combater, reforça e instiga a ideia de exclusão. Foi essa vertigem de encontrar mais um mercado de “excluídos” que explica os discursos imediatos aos eventos de Londres. O problema é que estes “excluídos” têm de servir de alguma forma para poder responsabilizar o sistema existente pela sua condição, seja económica ou social, exigência crucial para poder legitimar a premência da revolução. É esse requisito que os terroristas de Londres não preenchiam. Assim, faça-se silêncio que a esquerda segue dentro de momentos…

23 Comentários:

Blogger alex disse...

Excelente post.
Concordo em absoluto.

"Com níveis de bem-estar apreciáveis, longe das predições de desintegração económica de Marx,..."

O Rebatet nem imagina a satisfação que me dá ver isto escrito.

Lembro-me, já adolescente políticamente activo, da estrondosa queda do muro de Berlim e do fim do Império Soviético.
Lembro-me do dia de Natal de 1989, com Nicolae e Helena Ceauseascu abatidos, jazendo junto a um muro, abandonados, como se de animais raivosos se tratassem.
Tiveram o fim que tudo fizeram para merecer.
Lembro-me do desespero do Miguel Urabno Rodrigues no dia da reunificação alemã.

Naquela altura, o mundo assistiu a tudo isto com um misto de incredulidade e alívio.

O velho Marx errou, para desespero de muitos abutres que pairavam.

Naquela época, por motivos pessoais, pude testemunhar o sofrimento (sim sofrimento), amargura e desolação de alguns comunistas.
Que satisfação aquilo me deu, vê-los reduzidos a nada.

aquilo que o Rebatet aqui 'diagnostica' é o retrato daqueles que estáo, ainda, em 'denial'.
Já estão ideológicamente mortos, mas ainda não se aperceberam, coitados.
Aquilo que o Rebatet descreve é apenas uma luta desesperada dos marxistas pela sobrevivência, pois o seu (deles) paradigma fundacional esfumou-se.
Mais nada.

Bem haja pelo EXCELENTE post e por me lembrar os fantásticos dias do final dos anos 80, que devem ter doído profundamente a muita gente...e não só aos comunistas.
;)

2:22 da manhã  
Blogger BastonadasNacionais disse...

Espetacular! Excelente Texto!

9:55 da manhã  
Blogger BOS disse...

Ó Buiça, eu também gostei de ler a prosa do nosso Rebatet; e também, como sabes, abominava os regimes de Leste, nomeadamente o da Roménia; mas não consigo congratular-me com o cenário natalício de duas pessoas abatidas, "jazendo junto a um muro, abandonados, como se de animais raivosos se tratassem."

É nestas coisas que eu discordo profundamente dos 'mecanismos liberais'...!

4:27 da tarde  
Blogger Nuno Alvares Pereira disse...

Excelente texto . Com a devida vénia , Rebatet, espero que não leve a mal eu referencia-lo no meu blog.

5:01 da tarde  
Blogger Editor disse...

Nem mais!
Daí essa gente querer, a todo o transe, uma imigração em massa: quantos mais imigrantes vierem para Portugal, melhor!
A esquerda (e não é só a «extrema») aplica o mesmo princípio que um operador económico para qualquer mercadoria: se o «mercado interno» não produz «excluídos» em quantidade suficiente para alimentar as ambições políticas dos seus líderes, há que «importá-los». Quantos mais «excluídos» vierem, melhor!
É claro que isto já está a gerar problemas económicos e sociais graves a Portugal e ainda a procissão vai no adro. Mas é exactamente isso que a esquerda pretende! Dar cabo do que existe, para terem a sua «2.ª oportunidade» de construírem o seu paraíso na Terra! E, já agora, permitir, aos seus dirigentes, viver como nababos à custa da miséria do povo, como sempre aconteceu com os líderes comunistas (nomeadamente com o casal de que fala Nelson Buíça, que não teve mais do que uma pequena parcela daquilo que mereceu - essa gente não dava um fim tão rápido aos seus próprios inimigos, como os «Gulags» demonstraram).

5:22 da tarde  
Blogger alex disse...

BOS, eles fizeram os possíveis e os impossíveis por merecer inteiramente o triste fim que tiveram.
Décadas da mais escaborsa opressão.
A Roménia era provavelmente o mais selváticamente opressor dos países comunistas depois que Stalin se finou.
Os orfanatos onde se perpetravam os mias hediondos crimes, a indescritível miséria a todos os níveis, a extraordinária brutalidade da temida Securitate (polícia política), os mortos nas ruas de Timisoara já nos últimos dias do regime, o chocante luxo em que Ceauseascu vivia (candeeiros e torneiras em diamante e ouro maciço, etc...)...tudo isto fez o povo sublevar-se. Eles ODIAVAM o casal Ceauseascu e o terrível filho de Ceauseascu que,por exemplo, perante a recusa da ginasta Nadia Komanechi (lembras-te?) em lhe prestar certos 'favores'....ordenou que fossem arrancadas as unhas da pobre atleta, entre outros 'mimos'.
Haveria muito mais para dizer...

Não são 'mecanismos liberais' nem é bem congratulação....é só que não consigo ter consideração por biltres que, já presos, morreram gritando ameaças de fuzilamentos em massa...

10:08 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

O Buiça ainda gosta menos deles que eu :)

Nuno, esteja à vontade, já agora o Loulé Nacional fica operacional ou está adiado?

11:41 da tarde  
Blogger Caturo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

1:17 da manhã  
Blogger Caturo disse...

«o objectivo não é combater a exclusão económica e social nas sociedades modernas de raiz europeia respeitando a tradição ocidental mas sim utilizar os "excluídos" para fundar uma nova ordem social, uma nova ideia de sociedade e de homem, criar um novo sistema que represente um corte radical com o nosso passado, e para tal é preciso primeiro fazer ruir a ordem social tradicional e as suas instituições(ou o que resta delas), familiares, religiosas, culturais, nacionais; é preciso portanto que existam e se criem novos “excluídos” dessas instituições tradicionais pois eles são a arma útil de desmoronamemto da sociedade europeia.»

Em cheio.

Acresce que há aqui, quanto a mim, uma questão de valores: é que a Esquerda parte do princípio de que a Economia é o motor e o centro da História. Logo, não pode aceitar que haja um elemento religioso forte a influenciar decisivamente a História do mundo.

E, como não pode aceitar tal realidade, o que faz?

Nega-a. Sem mais nem menos. Já está, vai limpinho com um «kleenex».

Assim, por mais que os próprios terroristas falem em valores religiosos, em punir o Ocidente pela oposição ocidental ao poder islâmico (é disso que se trata, que não haja ilusões), os esquerdistas insistem que aquilo é só um problema de carências sócio-económicas; e, mesmo quando se demonstra que os terroristas que cometem atentados suicidas, são pessoas de nível sócio-económico geralmente médio ou médio-alto, isso também não interessa nada aos esquerdistas, aquilo são mesmo carências sócio-económicas e acabou a conversa, o resto é conversa inventada pelos fascistas e posta na boca dos muçulmano - quem estiver atento ao que certos palrantes mais ou menos intelectuais dizem a respeito disto, sabe que não estou a exagerar nem um bocadinho.

Estou quase certo que não fui só eu que ouvi certos esquerdistas a insinuar que os atentados terroristas eram «estranhos» e «faziam muito jeito aos Americanos»... nem é preciso ir muito longe, basta lembrar que, segundo dizem, o último livro de Saramago fala de umas explosões terroristas em Lisboa orquestradas pelos próprios governos ocidentais mas feitas de modo a culpar um grupo estrangeiro...
Pois - a gentinha de Esquerda adora sorrir com aquele ar de esperteza saloia armada em finésse quando os «fascistas» denunciam certos planos ocultos mundialistas; a gentinha ri com ar de pretensa superioridade (querem dar um passo maior do que a perna...), troçando das «teorias da conspiração»...

... só que, quando precisam de teorias de conspiração, não hesitam em usá-las...

Quando já não sabem o que é que hão-de grunhir, quando fica por demais evidente que os atentados terroristas são mesmo cometidos por muçulmanos, recorrem à argumentação mais mentecapta.

Assim, o quadro final que traçam é este: quando são os Americanos a atacar no Iraque, é porque os Americanos são bandidos imperialistas; quando são terroristas muçulmanos a pôr bombas na Europa, é porque são os Americanos à mesma, eles é que estão por trás de tudo...

E, ao fim ao cabo, os muçulmanos é que são as vítimas dos malignos Ocidentais, que até lhes dão rios obscenos de dinheiro a fundo perdido, distribuem alimentação aos miseráveis terceiro-mundistas e cuidam dos seus mortos e feridos...

1:19 da manhã  
Blogger Caturo disse...

Há ainda outro aspecto crucial na atitude esquerdista: é a eterna vontade de abraçar todo o mundo, dando a outra face aos agressores para desse modo acabar de vez com todos os conflitos...

É o caminho mais rápido, ou para a aniquilação, ou para a submissão total ao império muçulmano.

1:21 da manhã  
Blogger alex disse...

"... quando são os Americanos a atacar no Iraque, é porque os Americanos são bandidos imperialistas; quando são terroristas muçulmanos a pôr bombas na Europa, é porque são os Americanos à mesma, eles é que estão por trás de tudo..."

Ora nem mais.
Agora é que o Caturo disse tudo.
Mas já sabemos que a imaginação e o quadro mental dessa gente é severamente limitado.

Escusado será dizer que, se no próximo fim de semana chover e o pessoal não puder ir à praia, tal facto dever-se-á, sem margem para dúvidas, a uma tenebrosa e sinistra conspiração dos EUA em obscuro conúbio com Israel (quem mais?!?!) e demais lacaios do imperialismo.
;)

"... esquerdistas a insinuar que os atentados terroristas eram «estranhos» e «faziam muito jeito aos Americanos»... nem é preciso ir muito longe, basta lembrar que, segundo dizem, o último livro de Saramago fala de umas explosões terroristas em Lisboa orquestradas pelos próprios governos ocidentais mas feitas de modo a culpar um grupo estrangeiro..."

"Quando já não sabem o que é que hão-de grunhir, quando fica por demais evidente que os atentados terroristas são mesmo cometidos por muçulmanos, recorrem à argumentação mais mentecapta."

Pois é....Mas o que é que se pode fazer?!?!
Acho que só mesmo internando-os numa psiquiatria com direito a camisa de forças.
E mesmo assim lá iriam continuar a emitir os seus desocertantes e excruciantes mugidos.

2:59 da manhã  
Blogger Caturo disse...

É também curioso verificar que, há uns anos, quem falasse mal dos Judeus, era nazi assassino e apoiante do holocausto.
Hoje, não há nenhum esquerdista que se preze que não seja anti-sionista... fica bem falar mal de Israel e, em muitos casos, dos Judeus.

Porquê?

Porque os donos da Esquerda perceberam que o Árabe é um «marginal histórico» muito mais útil do que o Judeu; muito mais numeroso; muito mais imigrante pela Europa adentro; e a sua religião é universalista (como a Esquerda gosta), ao passo que o Judaísmo é nacionalista.

Além disso, os Judeus são aliados dos Americanos, e quase todos os esquerdistas odeiam a América...

12:31 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Mais um texto de antologia do lusitano Rebatet.
Parabéns e obrigado.

Mendo Ramires

12:52 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

O texto esta bom, mas nao vale a pena tornarmo-nos todos americanos ou judeus!
Afinal parece que ainda somos Portugueses e Europeus!?

E preciso nao cair na tentacao facil e bem alimentada por alguns oportunistas (ditos de direita) que nos pode tornar peoes dos neo-cons. Os nossos aliados americanos nao sao os neo-con(a)s mas os republicanos "classicos"!

Anonymuz

3:17 da tarde  
Blogger social-patriota disse...

Apareçe um sr. a cogratular-se com a morte de uns comunistas, a bajular os EUA e os judeus, e a atacar os árabes e vai tudo atrás dele. Como se o liberal-capitalismo não fosse tão inimigo do nacionalismo como o islamismo e o comunismo.

10:55 da tarde  
Blogger alex disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

3:03 da manhã  
Blogger alex disse...

Social(!!)-Patriota(!?) não faz a mais pequena ideia do que diz.

Melhor assim.

" Como se o liberal-capitalismo não fosse tão inimigo do nacionalismo como o islamismo e o comunismo."

Um disparate absoluto.

Mas este senhor já me habituou a comentários verdadeiramente vomitivos, como ele gosta de dizer.

O socialismo (sob qualquer forma) é sempre de EXECRAR e combater sem tréguas.

3:08 da manhã  
Blogger Suevo disse...

Não digam mal do Buiça, já que ele é dos poucos Angolanos que a malta tolera :)

Lá diz umas asneiras de vez em quando, principalmente quando o assunto é a terra onde ele nasceu, mas no fundo no fundo é bom rapaz, afinal de contas gosta tanto do socialismo como eu :)

3:59 da manhã  
Blogger portvgvesa disse...

O texto está muito bom,sobre isso já muita gente falou e penso que não tenho mais nada a acrescentar.
O Caturo disse que a esquerda não gosta de Israel,mas é engraçado que quando eles dizem que não gostam dos israelitas,está tudo bem,mas quando alguém diz que não gosta de judeus,já é alvo dos mais diversos insultos,é permitido ser-se anti-israelitas,mas não anti-judeus!

10:20 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Venho aqui - a talho de foice, não a querendo, no entanto, meter em seara alheia... - felicitar O Rebatet, pela troca de opiniões de elevadíssimo nível histórico-ideológico-doutrinário que tem mantido com O Engenheiro (no seu blogue "Mas O Rei Vai Nu").

Mendo Ramires

8:15 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Eu que pensava que os comunas nao gostavam de gente religiosa!
A famosa frase marxista:"A religiao e o opio do povo", parece no entanto que nao se aplica aos judeus, pois se nao fossem estes o comunismo provavelmente quase nao existia!
E agora tb gostam dos mafomas! Engracado, so dos cristaos e que nao gostam! Mas espera la! Nao era o BE que andava a apelar ao voto dos cristaos? Essa agora?!?

Trotskistas anti-religiosos que gostam de judeus, de mafomas e nao gostam de cristaos mas apelam ao voto dos cristaos?

Quanto a israel, e realmente engracado, pois que quando os judeus se podem tornar um povo repeitavel como os outros (tendo o seu proprio estado - e desde que vao para la todos ou quase todos e se deixem de tentar manipular governos de outros paises!) e que e mau!?!

Os comunas ate nisto sao uns merdas, afinal foram os judeus americanos que atacaram o iraque!
Ah ja sei se fossem judeus democratas e o presidente fosse o judeu Joe Liberman ja gostavam! Ou sera que nao? !??!

Enfim comunas !!!

Anonymuz

11:19 da manhã  
Blogger social-patriota disse...

Falando em ligações perigosas (como os nacional-liberais)sabem quem financiou a revolução bolchevique? Os banqueiros, judeus, de NY, com o sogro de Trotski á cabeça.
Peço desculpa ao Rebatet por estar a desviar o tema do post, mas quando vejo alguem tentando levar as pessoas para o seu lado, não sei com que intuito não posso ficar "calado", ontem anti-nacionalista, hoje amigo do peito dos nacionalistas, amanhã todos defendendo os judeus e os norte-americanos.

10:36 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Perfeito! Quem desejar conhecer a raiz do problema, que leia este texto e delicie-se com a lógica implacável do autor.
MPE
Buenos Aires

5:19 da manhã  

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