sábado, agosto 13, 2005

Crónica de uma direita perdida

A contra-revolução necessita sempre de um ponto de referência_ a revolução_ em relação ao qual se possa definir. É a revolução que estabelece o momento que pressupõe um corte com uma ordem preexistente, uma ordem que passará a constituir o estado que a contra-revolução tomará como ideal a procurar, ainda que consciente que o seu real restabelecimento não será mais possível nos moldes em que vigorara antes da revolução.

Quando se fala de contra-revolução não nos limitamos necessariamente a uma ideia estanque no tempo, porém o conceito, sem maior aprofundamento ou qualquer outro enquadramento, será provavelmente entendido por referência à Revolução Francesa. A revolução de 1789 tem assim a responsabilidade de colocar a contra-revolução à direita na exacta medida em que os conceitos de esquerda e direita política são, em boa medida, criações dessa revolução. As forças políticas saídas da Revolução passaram a ser tanto mais à esquerda quanto mais revolucionárias se apresentassem e tanto mais à direita quanto menos revolucionárias fossem, ou dito de outra forma, quanto mais contra-revolucionárias se mostrassem. Ficava assim selado o casamento entre a contra-revolução e a direita.

De certa forma, a direita, pelo menos a direita impoluta, ficaria para sempre marcada pela ideia de contra-revolução, muito para além da revolução de 1789.Na verdade, se fosse pretendido diferenciar a direita tradicional, das suas patéticas congéneres liberais, conservadoras e democrata-cristãs que hoje dominam o espaço considerado de direita no Ocidente, seria a percepção de contra-revolução a estabelecer a distinção.

O que sucedeu então à direita e de que forma o conceito de contra-revolução estabelece essa distinção entre a direita dos princípios, fiel, forte, incorruptível, intransigente e a direita dos fins, moderna, desonrada, errática, renunciadora? Para responder a isso é necessário fazer uma análise histórica.

Thomas Molnar, na sua obra “The Counter-Revolution”, afirma que os revolucionários procuram a ruptura orgânica da sociedade, o ataque à propriedade privada, à religião ou espiritualidade_ pela secularização da sociedade_ , o rompimento dos laços comunitários, do sentimento nacional, o corte do passado com o presente. Todas estas características são encontradas no ideal comunista, o desenraizamento social e a destruição dos sentimentos de identidade e diferenciação para lá do económico são objectivos históricos do marxismo e seus derivados. É a compreensão desta realidade que permitiu à contra-revolução identificar qual seria a revolução em relação à qual teria de se contrapor no século XX e que explica a aliança com os nacionalismos antes e durante a 2º Guerra. A contra-revolução partilhava na Europa continental com os movimentos nacionalistas o inimigo fulcral, o marxismo. Se os nacionalismos tinham características também revolucionárias pretendiam, no entanto, uma revolução contra uma sociedade decadente que os contra-revolucionários igualmente rejeitavam, a revolução nacionalista face à revolução bolchevique representava a oposição do espírito à matéria, do valor ao número, do mérito à mediocridade, da comunidade à tirania burocrática, era claro à contra-revolução com qual deste lados partilhava princípios e qual deles se apresentava como o adversário.

Seria novamente o marxismo a servir de referência na divisão do mundo ocidental no pós-guerra. O ocidente fragmentou-se entre países marxistas e países não marxistas ou capitalistas. A guerra-fria marcou uma era de luta estratégica em que cada bloco procurou fazer triunfar o seu sistema e as forças políticas da Europa ocidental( apenas estas porque na Europa oriental, onde o comunismo vigorava, não existia o direito à divergência política) assumiram as suas posições estabelecendo cisões internas, nacionais, onde a esquerda assumia a simpatia pela causa marxista e seus valores e a direita ocupava o campo capitalista, toda a direita, salvo raras excepções, entendeu a ameaça comunista e, mais ou menos empenhadamente, assumiu o combate numa larga frente anti-marxista constituída por diferentes facções políticas. Uma vez mais, tal como alguns anos antes quando havia lutado ao lado dos nacionalistas, o inimigo da direita contra-revolucionária era o mesmo, a revolução à qual era necessário impor a ideia de contra-revolução estava bem identificada, continuava a ser o marxismo e o perigo era real, a luta era necessária e as razões eram, em geral, as mesmas que haviam legitimado o combate anterior, embora desta vez o aliado, genericamente o capitalismo, fosse nos fins pouco compatível com os valores contra-revolucionários. Mas a direita contra-revolucionária não tinha um problema de identidade, porque, em larga medida, o que confere identidade à contra-revolução é a revolução e essa era conhecida, era um inimigo antigo e facilmente identificável, de peito aberto, provocador, sem se esconder, assumindo o seu papel de adversário.

Com o fim da guerra-fria e o desmoronar do marxismo por todo o ocidente dá-se a mudança fundamental que explica o eclipse da direita tradicional. É aqui que se encontra a explicação para aquilo em que se transformaram as direitas ocidentais modernas. Depois de vários anos combatendo o marxismo as direitas triunfaram, a revolução fora derrotada, mas os custos para a contra-revolução acabaram por ser elevados, os contra-revolucionários perderam a memória fundadora e gradualmente foram assumindo as lutas do ideal capitalista, que não era o seu. Aos poucos aquilo que havia sido uma coligação estratégica face a um inimigo comum transformou-se numa identidade perdida, o liberalismo, verdadeiro vencedor da guerra, tornou-se hegemónico à direita e alastrou inclusive a sua influência a uma parte da esquerda. Todas as forças que haviam combatido o Bloco de Leste deslocaram-se para a esfera de influência do liberalismo triunfador. Fora desta área não ficaram mais que forças residuais. A contra-revolução, por sua vez, foi-se transfigurando em conservadorismo e em democracia-cristã.

Assim chegamos à mixórdia risível que hoje gosta de se reclamar como direita. O elemento contra-revolucionário, ou pelo menos a sua evocação, continua presente naquilo que hoje passa por direita, mitigado mas presente, o problema é que assenta agora, e ao contrário do passado, num enorme equívoco não só de reconhecimento mas mesmo temporal. A revolução, ponto referencial, continua a ser marxista, este é o equívoco de reconhecimento, por outro lado existe a ideia de que a revolução deve ser evitada para que não volte a triunfar, ou seja, é uma luta contra uma revolução marxista que a direita entende poder vir a ocorrer novamente no futuro mas que não existe no presente, ou se preferirmos, que ainda não ocorreu, este é o equívoco temporal.

Passemos a esclarecer, primeiramente a revolução não é desta vez marxista e em segundo lugar não é uma questão de prevenção porque ela já ocorreu. A revolução deu-se progressivamente a partir do final da guerra e despoletou por completo com a queda do muro de Berlim, falo da “revolução global”. A mundialização, sob todos os seus aspectos, culturais, económicos, institucionais, é “A Revolução”! Ela ocorreu e os herdeiros da contra-revolução não só não entenderam que esta teria agora de ter a mundialização como ponto referencial mas, mais grave, tornaram-se cúmplices indispensáveis no triunfo da revolução, suprema ironia. A perda de identidade cultural, a imigração maciça, a perda das soberanias nacionais pela criação de instituições internacionais com poder sobre as instituições nacionais, a sobreposição do poder financeiro das grandes multinacionais ao poder político, a crescente capacidade de lobbying de ONG’s com ramificações em diversos países, a ditadura dos “direitos humanos” conforme ao espírito de interesses de uma pequena elite, as “guerras justas” em nome da disseminação da “democracia” e da “liberdade”, ou seja, da imposição de um modelo único de governo, tudo isto faz parte da “Nova Ordem Global” e esta é verdadeiramente a revolução que já aconteceu.

Há algum tempo atrás a administração Bush pretendeu, através da ONU, impor um programa de educação global, e cito o “Washington Times”, “culturalmente neutro, com um curriculum universal para ensinar cidadania global, estudos de paz e igualdade das culturas do mundo”.A administração Bush é de direita? …naturalmente o dito programa, como poderão calcular, terá como cobaias os sempre prestáveis ocidentais.

As direitas que vamos tendo continuam a funcionar em termos da dicotomia capitalismo/marxismo, e se há algumas décadas a oposição ao comunismo era, naturalmente, a grande guerra dos contra-revolucionários, actualmente exigir-se-ia uma percepção diferente da realidade. A direita moderna e a esquerda liberal são co-responsáveis pelo triunfo da revolução global.A verdadeira contra-revolução, o mesmo é dizer a direita que não transige, de princípios, apenas poderá situar-se em oposição à mundialização e seus efeitos, contra a destruição das especificidades culturais e nacionais, contra o materialismo e o igualitarismo de mercado, porque é disso que se trata; no final a revolução global reduz os homens a meros consumidores indistintos, desenraizados e com preferências de consumo cada vez mais similares à escala planetária. É o ideal capitalista do mercado planetário global… o que é que pode ser na essência mais uniformizador que isto? O homem sem laços, sem memória, apto a receber os estímulos comerciais de uma sociedade onde o valor é reduzido ao económico, ao quantificável.

Aquilo que hoje surge pelo ocidente disfarçado de direita é uma anomalia, uma disfunção política sem vergonha histórica, faz parte, juntamente com a esquerda liberal, da brincadeira democrática, apresentando-se como a alternativa a uma esquerda social-democrata com a qual partilha valores e a uma esquerda marxista que insiste em apresentar como eterno fantasma para ilusão de parte do seu eleitorado, é peça fundamental do regime de partido único(disfarçado numa falsa bipolarização esquerda-direita) que vigora no ocidente e que legitima a Nova Ordem Mundial, porque no fundo ela é mãe da revolução que já prevaleceu. Podemos considerar semelhante coisa como direita?

A direita autêntica tem de ser hoje,uma vez mais, contra-revolucionária, mas ao contrário do que sucedeu anteriormente mostra-se agora incapaz de identificar a revolução que deve ser combatida.A Europa vive uma situação inédita, órfã da direita real; se no passado a contra-revolução perdeu as suas batalhas soube ao menos que combateu a luta justa, agora o caso é mais grave pois parece incapaz de reconhecer sequer o inimigo mortal. A Nova Ordem Mundial, mundialização, revolução global, globalização, o que lhe queiram chamar, é a “Revolução”do século XXI, cheguem-se então à frente os verdadeiros contra-revolucionários.

16 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

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Anonymous Anónimo disse...

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12:11 da manhã  
Blogger alex disse...

Alguem disse que Portugal, não fosse pertencer á NATO e `UE já estaria a caminho de um golpe de Estado.

Estão enganados....em parte.

A nossa pertença à UE, de facto, impossibilita de certa forma tal acontecimento....por enquanto.
A pertença à NATO nunca impossibilitaria um golpe.....desde que este fosse no BOM sentido.
Portugal entrou na NATO pela mão do prof.Salazar e, na altura, Portugal não era uma democracia.

A aliança chefiada pelos EUA integrou e apoiou bastantes ditaduras: Portugal, Espanha, Grécia, Chile, Argentina, Brasil Paraguay, etc, etc....

Embora possa parecer estranho, o Liberalismo não precisa da Democracia para porra nenhuma.
Exemplos não faltam, e o prof.AJB até chegou a enumerar alguns.
É perfeitamente possível organizar um Estado (neo)Liberal baseado num sistema de partido único ou numa ditadura militar, conforme o caso.
A tendência das próximas décadas será essa.
As pessoas, com as crescentes 'mega-fusões' entre blocos e países e compelidas pelas ameaças....nem protestarão muito.

Acresce que, desde 1989, já não é necessário ser tão....democrático.

O 'Império' (a que alguma esquerda chama já o 'IV Reich' e que não é só composto dos EUA mas sim por um conúbio de vários países com influência diversa) exercerá cada vez mais uma influência totalitária sobre as periferias.
Já não é preciso 'brincar'

Além disso, como o Rebatet sabe, a única superpotência do momento nasceu uma República, NÃO uma democracia 'strictu sensu'.

Ao contrário do que alguns 'anjinhos' pensam, a democracia não é fundamental para a 'Novus Ordum Seclorum'.

Quanto aos marxistas, como sabe, não passam hoje de 'bobos da corte. Literalmente.
Eles bem ladram, mas a caravana passa.

A globalização, essa, é uma consequência natural da tremenda revolução tecnológica.

Recomendo a (re)leitura do livro '1984'.

Imaginem 'isto' daqui a 20 anos?
;)

1:32 da manhã  
Blogger pedro guedes disse...

Caro Rebatet: seja bem reaparecido e espero que tenha gozado bem as merecidas férias. Será este o "prefácio" do prometido postal sobre o conceito de "autonomia histórica"?

Tem essa dissertação prometida...! :)

2:09 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

desta feita o comentador Buiça tem alguma razão.

o liberalismo não é sinónimo de democrtacia nem precisa da democracia.
associar as duas noções e justapo-las quase como se fossem a mesma coisa é um erro crasso.

como "cereja no topo do bolo" temos o facto de que, ao contrário do que Marx previu, a fase imperialista do capitalismo não leva à sua ruína.
até nisto Marx errou.

" A Nova Ordem Mundial, mundialização, revolução global, globalização, o que lhe queiram chamar, é a “Revolução”do século XXI, cheguem-se então à frente os verdadeiros contra-revolucionários.
"

A isto se chama uma tarefa verdadeiramente ciclópica.
é quase como enfrentar um exército moderno com zarabatanas e mocas.

vivemos uma época histórica sem paralelo.

como comento aqui pela primeira vez, aproveito para felicitar aqui o autor deste blogue
pelos textos bem escritos e bem articulados que produz.
mas creio que tem esperanças e ilusões a mais e ainda não se deu verdadeiramente conta da colossal dimensão do que enfrenta.

3:05 da manhã  
Blogger acja disse...

Espero q tenha tido boas férias.Boa volta !.

7:41 da manhã  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Ao Nelson;

Não afirmei que liberalismo e democracia teriam de coincidir mas não me parece que exista qualquer necessidade de cortar com a democracia por parte do liberalismo,provavelmente antes pelo contrário. A verdade é que os partidos de poder na actual ordem democrática situam-se na esfera liberal, à direita e à esquerda.

«Ao contrário do que alguns 'anjinhos' pensam, a democracia não é fundamental para a 'Novus Ordum Seclorum'.»

É verdade Nelson, aliás, a democracia que vamos tendo apenas serve para legitimar essa Nova Ordem, por isso falo de um Regime de partido único,a ideia de alternância é cada vez mais apenas uma ilusão.O problema é que a minha luta não é contra a democracia mas contra a "Nova Ordem", por isso não me interessa se essa Ordem Global se refugia no ideal democrático ou não.O inimigo continua a ser o mesmo independentemente das formas que tomar.

É também por isso que não alinho na crítica fácil à democracia, porque fora do sistema democrático podem elevar-se igualmente os mais nocivos regimes.

« Recomendo a (re)leitura do livro '1984'.

Imaginem 'isto' daqui a 20 anos?»

Recomenda muito bem! De facto o "1984" estabelece uma analogia perfeita e isso é que deveria ser assustador para todos os que já o tenham entendido.É precisamente por imaginar isto daqui a 20 anos que falo contra a "Besta".

Ao Pedro;

Não é ainda o prefácio da prometida dissertação.Por motivos vários a abordagem dessa questão está adiada no curto prazo.Entre outras razões falta-me a vontade para pegar num tema que, a ser correctamente tratado,será sempre bastante complexo e até polémico entre "nosotros".

Ao anónimo;

Antes de mais obrigado pelas palavras.Quanto à dificuldade da tarefa; isso é uma questão que não me interessa, as lutas não se travam por serem fáceis ou difíceis mas por serem justas.

«mas creio que tem esperanças e ilusões a mais e ainda não se deu verdadeiramente conta da colossal dimensão do que enfrenta.»

Não tenho grandes ilusões, talvez a guerra já esteja perdida mas a mim interessa-me é poder olhar para trás de consciência tranquila e poder dizer que estive do lado certo.Essa é a única responsabilidade que pode caber a cada um de nós.Prefiro perder do lado certo que vencer ao lado dos pérfidos.E depois há sempre esperança, afinal é o sonho que comanda a vida :)

7:06 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

Obrigado ACJA :)

7:07 da tarde  
Blogger pedro guedes disse...

"Por motivos vários a abordagem dessa questão está adiada no curto prazo.Entre outras razões falta-me a vontade para pegar num tema que, a ser correctamente tratado,será sempre bastante complexo e até polémico entre "nosotros"."

A polémica, quando é mantida com elevação como sucede aqui no Batalha Final, até pode ser positiva. Nós não temos que estar todos de acordo em tudo, mas compreendo (e respeito) evidentemente as suas razões, que terei gosto em ler.

12:28 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Já o conheço desde o início, mas diga-me uma coisa que me tem inrigado, você é "moço" para que idade?
50- 55 - 60???

Um abraço de um moço de 40 anos!

1:19 da manhã  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

«A polémica, quando é mantida com elevação como sucede aqui no Batalha Final, até pode ser positiva. Nós não temos que estar todos de acordo em tudo, mas compreendo (e respeito) evidentemente as suas razões, que terei gosto em ler»

Por aqui já se tiveram discussões menos elevadas :)...mas tem razão o Pedro, a polémica pode ser positiva.Veremos se me passa a "preguicite".

Ao anónimo;

Nasci cerca de uma década depois de si :)

6:26 da tarde  
Blogger Caturo disse...

O Nélson tem uma certa razão quando diz que é bem provável que o mundo ocidental descambe para um regime neo-liberal não democrático - por mais incrível que isso possa parecer à primeira vista. E de imediato vem-me à memória a afirmação platónica de que após a Democracia, vinha uma tirania...

No entanto, quando o Nélson afirma
É perfeitamente possível organizar um Estado (neo)Liberal baseado num sistema de partido único ou numa ditadura militar, conforme o caso.

aí tenho a dizer, à laia de nota de rodapé, que isso depende muito da orientação ideológica do regime em questão... os E.U.A. já auxiliaram ditaduras, mas tal ocorreu há muito tempo. 1960 não é 2005. Todo e qualquer regime pode tornar-se anti-democrático se tiver os «aliados certos», motivo pelo qual nenhum regime do mundo se pode tornar racialista, pura e simplesmente porque não tem qualquer «guarda-chuva» sob o qual possa encontrar abrigo. Os Yankes apoiaram durante muito tempo a África do Sul do apartheid, mas esse «oásis» branco não aguentou muito tempo a pressão internacional toda virada contra si.

Isto parece não ter muito a ver com o tópico do artigo do Rebatet, mas serve para dar uma ideia da dificuldade da tarefa e para nomear o verdadeiro inimigo ideológico da «Direita»: o universalismo, em todas as suas formas. Afirma o Nélson que os marxistas são uns bobos da corte, porque, como pensador um bocadito economicista que é, escapa-lhe a importância que os manda-chuvas da cultura têm nas sociedades, sejam elas quais forem. O combate Nacionalista é difícil precisamente porque as forças da mundialização dominam a intelectualidade (cultura, meios de informação, escolas) e (de)formam as gerações todas, uma por uma, consoante os seus ideais, com a mesma facilidade com que uma criança constrói bonecos de plasticina. Se estão bem lembrados da infância, devem recordar-se que a plasticina vinha em cubos, isto é, numa forma o mais simples possível, quase indiferenciada, para que a partir daí a criança fizesse o que lhe apetecesse com tal material. É assim que os dirigentes da universalização (ou mundialização) querem os povos: o mais indiferenciados que for possível, para que a partir daí se possa construir o «Novo Homem».

11:50 da tarde  
Blogger Turno disse...

Ao referir o projecto de "educação global" da administração Bush, não pude deixar de me recordar do projecto kantiano da "paz perpétua e do governo universal", tão do agrado também de Einstein, entre outros. Porque, se o projecto universalista encontra hoje uma força que nunca terá tido, deve relembrar-se que as suas raízes já vêm de longe, pelo menos desde o Iluminismo contra cujos ideais, de resto, se constitui em parte o ideário da contra-revolução.
Já agora, saude-se o regresso de férias daquele que é, do que conheço, o melhor blogue no activo, juntamente com o Gládio.

2:48 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

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7:24 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Keep up the good work »

6:18 da manhã  

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