quarta-feira, março 29, 2006

Os Protocolos de Harvard e Chicago

John Mearsheimer e Stephen Walt, respectivamente professores nas universidades de Chicago e de Harvard e especialistas em ciência política, são os autores de um trabalho de 83 páginas sobre a política externa norte-americana que está a causar polémica no país,«The Israel lobby and US foreign policy».

Nesse documento denunciam o poder do lobby judeu na determinação da política externa americana. Segundo os autores a intervenção no Iraque e as pressões para uma intervenção no Irão são o resultado da força desse mesmo lobby, que dirige a Casa Branca e define a política externa americana em prejuízo dos interesses nacionais e em benefício de um único país: Israel.

O documento traça a evolução e ascensão do referido poder, desde a década de 60 até ao presente. Nem todos os envolvidos são judeus, o lobby abarca gente de várias confissões e, sobretudo, de vários quadrantes políticos, dos democratas aos republicanos.

À direita encontramos instituições como o AEI e o Wall Street Journal, à esquerda a Brookings Institution e o New York Times, a dirigir a rede, funcionando como centro de coordenação, o AIPAC ( American Israel Public Affairs Committee). Estas ligações, atestam os autores, colocaram em perigo a segurança dos EUA e do mundo. Os autores afirmam ainda, claramente, que o surgimento da Al Qaeda não pode ser entendido sem ser à luz do conflito israelo-palestiniano e da posição americana face ao mesmo.

Inicialmente o documento trazia o selo da Universidade de Harvard mas posteriormente a instituição decidiu retirá-lo (pergunto-me porquê, e sim, estou a ser irónico…) afirmando que as opiniões expressas no documento responsabilizavam apenas os autores.

Bom, nada de surpreendente, todos os que acompanham a política norte-americana conhecem esta realidade e qualquer indivíduo que se decida a raciocinar sobre o assunto compreende que as intervenções americanas no Médio Oriente são ditadas por uma convergência de interesses económicos por um lado e interesses políticos ligados a Israel por outro. Neste blog já por diversas vezes apontei a influência desse lobby nos EUA e a ligação de instituições como o AEI ao mesmo, é uma situação conhecida na sociedade americana. Desta vez, porém, são reputados professores universitários de conceituadas universidades que o escalpelizam, o que confere outra notoriedade à denúncia e agrava as preocupações da imprensa judaica.

Segundo o trabalho apresentado pelos dois professores o lobby judaico estará também a pressionar Washington para uma intervenção no Irão, algo que os dois universitários consideram contraproducente: «Se Washington pôde viver com a União Soviética ou com uma China “nuclearizada”, pode fazê-lo também com Teerão»

Claro que as reacções não se fizeram esperar. Alan Dershowitz, professor de direito em Harvard e filho de judeus ortodoxos, desclassificou o trabalho afirmando que não se trata de um estudo académico mas antes da compilação de ideias plenas de ódio( cá está, começa sempre assim…) com frases e citações que circulam nos sites neo-nazis. E pronto, está feito! A ligação assassina. Os responsáveis pelo documento serão certamente nazis encapotados, como de resto o são todos os que se atrevem a denunciar a força judaica nas estruturas de poder dos EUA. Não interessa muito discutir a validade do que é escrito, não interessa rebater os argumentos do oponente, basta colocar-lhe o rótulo de emergência para todas as ocasiões, assim como um «pronto-a-servir», sempre à disposição: Nazi!

Mais curiosa foi a reacção do jornal israelita «Haaretz», que denominou o documento como «Os protocolos de Harvard e Chicago», comparando-o aos «Protocolos dos Sábios de Sião». Uma comparação desastrada… a não ser que o «Haaretz» pretenda reabilitar os «Protocolos dos Sábios de Sião».

*Com um agradecimento ao Nonas pelo artigo de Davide Frattini, no «Corriere della Sera», que me enviou

8 Comentários:

Blogger Revolutionary disse...

www.new-right.org

Já conhece?

7:22 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Excelente post!

Mais uma vez os malditos "Nazis" "atacam" os inocentes judeus!

Desta feita pela boca de 2 Professores Universitários de uma das melhores Universidades do mundo!

Aos quais obviamente, depois de exporem factos concretos e reais e dizerem livremente o que pensavam lhes foi retirado o apoio da universidade, um acto "simbolico" de uma sociedade "democrática"!

Próximos episódios:
-Perseguição (já começou)
-Despedimento
-Processo em tribunal por crimes contra a humanidade ou alternativamente pela negação do holly-caustico implicita (porque não afirmada directamente, mas que qualquer pessoa inteligente vê logo a intenção)

Isto tudo em nome da "liberdade" e dos "direitos" humanos, das mulheres , dos homosexuais e dos animais, entre outros...!

Vai uma aposta?

3:22 da tarde  
Blogger Rodrigo Nunes disse...

«www.new-right.org

Já conhece?»

Conheço, mas nunca li. Depois passo por lá.

«Vai uma aposta?»

Não irá tão longe, mas sofrerão alguma desacreditação, disso não restam dúvidas.

9:04 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

"Não irá tão longe, mas sofrerão alguma desacreditação, disso não restam dúvidas."

Claro! Alguma desacreditação isso já é um facto garantido. O mais que seja vai também depender de "calarem" ou não a "boca" ou da forma como "falam"!
Sim, mas tem razão, da forma que as coisas estão basta lançar o estigma: "nazi", para que seja já o suficiente!

2:42 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Curiosamente, a última vez, em público, que me chamaram «Nazi», por ter apresentado provas da impossibilidade material do «holocausto», tal como é propalado pela tribo dos «narizes aduncos» (e entupidos, ainda por cima - por isso é que as ideias deles ganham mofo...), respondi com um «Sieg Heil» e um bater de calcanhares. Silêncio embaraçado dos acusadores. Depois, à pergunta «E não tens vergonha?», respondi «Pelo contrário, tenho muita honra!». Debandaram, atrapalhados, os defensores do sionismo e os «intelectuais» de cérebro lexivado.
Serve isto para dizer que a melhor defesa contra estes sujeitos do «politicamente correcto» é assumir o extremo, nunca ficarmos nas meias-tintas. Não estão à espera, e a propaganda podre que lhes meteram na cabeça faz o resto: ficam com medo e desaparecem.
Sou nacionalista, mas não propriamente nazi; contudo, teria vergonha que me chamassem «democrata» ou politicamente correcto». Esses são os epítetos dos medíocres.

Saudações.

1:33 da tarde  
Blogger PlanetaTerra disse...

///

--- Este anónimo das 1:33 PM - caso ainda não tenha reparado - aquilo que está em causa é a SOBREVIVÊNCIA da Identidade Europeia... e não... o seu ego pessoal!!!


--- Tal como está explicado no último post do blog Divisao--50--50:
-> a Sobrevivência da Identidade Europeia até ao Séc XX não foi nada fácil!!!......
-> tal só foi possível com um Largo Trabalho Sociológico de Longo Prazo... no sentido de:
-1- a Sociedade ficar dotada com Capacidade de Resposta Demográfica...
-2- a Sociedade ficar dotada com Homens Motivados para Lutar por ela...

///

3:46 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Keep up the good work »

7:24 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

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