sexta-feira, março 17, 2006

Nova vaga

O governo prepara-se para implementar uma nova lei da imigração que facilitará a entrada de imigrantes em Portugal. Os imigrantes deixarão de precisar ter um contrato de trabalho celebrado antes de entrar em Portugal, bastará um visto de residência. Além disso cria-se o estatuto de residente de longa duração, que permitirá, segundo o governo, uma “protecção acrescida”, ou seja, um provável aumento dos custos sociais.

Depois da alteração à lei da nacionalidade (que deveria ser denominada lei da irracionalidade) e não contente com o caos que se prevê daí resultante o governo decidiu aumentar ainda mais os incentivos à imigração descontrolada para Portugal. O objectivo parece ser acabar com a percepção de identidade nacional o mais rapidamente possível, que o tempo urge.

O argumento de que esta alteração de critério permitirá a inserção dos imigrantes e portanto favorecerá a sua contribuição para o sistema oculta o essencial: essa contribuição imigrante não traz significativos benefícios económicos ao país, ao contrário do que afirma a propaganda oficial.

Comecemos pelos efeitos sobre o rendimento da população nacional;

Mesmo se a entrada de imigrantes tender a provocar um aumento do PIB esse aumento será sobretudo absorvido pelos salários da população imigrante. O ganho total de rendimento para os nacionais será diminuto podendo mesmo ser negativo. A imigração provoca por outro lado uma redistribuição considerável do rendimento relacionada com a diferença de qualificações entre os imigrantes e a população nacional.

Os nacionais com aptidões similares às dos imigrantes ou que concorrem nos mesmos segmentos de mercado perdem rendimentos ao passo que aqueles que beneficiam da oferta de trabalho (empregadores) dessa imigração tendem a ganhar.Isto significa uma redistribuição do rendimento dos mais pobres para os mais ricos com um consequente aumento da desigualdade nas sociedades que recebem essa imigração.

Devido às imperfeições do mercado de trabalho uma parte do efeito rendimento sobre os nacionais será substituído por efeitos ao nível do emprego, o que significa que a baixa de salários provocada pelos imigrantes acabará por ser parcialmente substituída por desemprego.

Os efeitos da imigração sobre as finanças públicas, ao contrário das certezas que nos prendem impor, são igualmente potencialmente negativos. Tomemos em atenção a contribuição ao longo do ciclo de vida dos imigrantes para o sistema do país de acolhimento;

Os imigrantes que entrem no mercado de trabalho até cerca dos 25 anos( tomando esta por idade padrão para o início da vida activa), que possuam elevadas qualificações e que por via disso consigam uma boa performance salarial poderão dar um contributo relativamente positivo, porém, a idade, as qualificações e os níveis salariais do imigrante médio que entra na Europa ocidental( e naturalmente em Portugal) não corresponde de todo a este modelo; e é precisamente por isso que o típico imigrante não ocidental constitui antes um peso para o orçamento público. Isto não é o mero resultado do baixo rendimento salarial mas também, obviamente, dos abrangentes sistemas de protecção social da Europa. Os únicos imigrantes que constituem um benefício registável para as finanças públicas são os que se inserem nos sectores de alta produtividade, manifestamente estes não são os que a Europa recebe. A verdade é que a imigração não constitui um factor de alívio das finanças públicas capaz de compensar os custos governamentais associados ao envelhecimento populacional.

Não existe nada na teoria económica que sustente o tipo de imigração que invade, literalmente, a Europa. Mesmo a assumpção convencional de que a imigração seria necessária para compensar o declínio populacional é discutível, uma vez que a estrutura organizacional e a tecnologia podem ser substitutos para o factor trabalho. E a questão demográfica levanta questões mais sérias, há várias décadas que os governos europeus estão a par das tendências declinantes da natalidade europeia, incapaz de assegurar a substituição populacional, no entanto nada fizeram ou fazem para alterar verdadeiramente essa situação e estimular a natalidade dos nacionais de modo a assegurar a continuidade da nação, do seu povo, que deveria ser a responsabilidade primeira de qualquer governo.

A conjugação destas constatações só nos pode levar a concluir que por detrás de tudo isto estão razões fundamentalmente políticas, por um lado pela transformação das causas político-sociais dominantes, por outro a destruição do sentido de pertença nacional garante a médio prazo a fragilização da resistência face aos fenómenos de mundialização.

9 Comentários:

Blogger PlanetaTerra disse...

///

"...... garante a médio prazo a FRAGILIZAÇÃO DA RESISTÊNCIA face aos fenómenos de mundialização. "


- PONTO Nº1-> Os imigrantes ( e filhos de imigrantes ) não se contentam em Ocupar e Dominar 50%... eles querem Ocupar e Dominar 100%...

- PONTO Nº2-> Portanto, como é óbvio, os imigrantes ( e filhos de imigrantes ) irão... RETALIAR o Legítimo Direito ao Separatismo.


CONCLUSÃO: É URGENTE Reivindicar o LEGÍTIMO Direito ao Separatismo... antes que... seja TARDE DEMAIS......


P.S.1.
--- Em relação aos imigrantes ( e filhos de imigrantes ) ... como é óbvio... existem pessoas de Boa Vontade - reconhecem o LEGÍTIMO Direito à existência de Reservas Naturais - que são EXCEPÇÃO À REGRA...

P.S.2.
--- Os Capitalistas Selvagens e o Parasita Branco[...] também têm interesse em RETALIAR o Legítimo Direito ao Separatismo.

///

9:07 da tarde  
Anonymous M disse...

...

12:37 da manhã  
Blogger miazuria disse...

Este homem, o planetaplutão, é mesmo persistente.Vai a todas, faça-se justiça!

Bom postal, o do Rodrigo.

Saudações

12:30 da tarde  
Blogger O Sentinela disse...

Pois... o negócio já não está tão bom como nos anos 80. A população prisional é constituída maioritariamente por negros, brazileiros, leste, ciganos e drogados...
Talvez seja esta a nossa futura mão de obra, não? Isto até é um bom negócio e de futuro, sem dúvida... assim ainda se paga menos... humm... boa ideia para a nova geração capitalista, não é?
Quando o dinheiro do Estado estiver esgotado definitivamente, essa vai ser a nova moda do novo "franchising", em vez de empresas estrangeiras, vão ser "escravos estrangeiros" e essa nova teoria aparecerá em todas as revistas do mundo dos negócios. E será aceite por todos... menos para aqueles portugueses que se sujeitam à Justiça dos Injustos.

O sistema social Europeu vai falir se continuarmos a viver à "american way of life", porque, como muito pouca gente sabe, estes conceitos são incompatíveis. Só não vê, quem não quer ver, enfim...

A importância da anulação do sentido de pertença nacional é primordial e pertinente. Aquelas coisas tão esquisitas do tipo: "os meus antepassados nasceram, viveram, trabalharam e morreram aqui", " o meu Avô adoeceu de trabalhar tanto, a tirar pedras dos terrenos agrículas, para que eu, seu neto,pudesse ter uma terra arável e produtiva para sustentar a minha família", enfim... e muito mais...
Estas afirmações são tão anormais, não acham, digam lá... não acham?

Pois eu vos digo uma coisita simples de entender:

EU NÃO ACHO!!!

Mais um excelente post, Rodrigo.
Cumprimentos.

4:19 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

o sentinela sabe muitas coisas... devemos todos aprender com ele,só gostava de perceber porque é que eu que tinha aulas na católica (com o actual presidente da rés medíocre portuguêsa)nunca fui informado nesse sentido... por favor sentinela, candidata-te o mais rápido possivel para dar aulas na UCP, tá amorzinho.

11:18 da tarde  
Blogger alex disse...

"O sistema social Europeu vai falir se continuarmos a viver à "american way of life",..."

?!?!?!?!?!?!?!?!

2:43 da manhã  
Blogger O Sentinela disse...

Sabes Anonymous das 11:18 PM, as modas vêm e vão, e os teóricos de que tanto gosta, ainda não lhe ensinaram este facto. Já sei!!! Quando aparece algo novo nas revistas de negócios, vai logo perguntar ao seu Professor Mestrado Doutorado o que é. Sabe, provavelmente o seu problema é andar a ler demasiados Livros e a lidar com muitos Números na sua Católica e esquecer, o que as pessoas sentem. Penso que devia fazer um novo exercício... largue os livrinhos só por uns tempos, tá fofinha? Pronto... já está? Então vamos lá fazer uma coisa nova(para si , claro!): Entre numa Santa Casa da Misericórdia no Alentejo(por exemplo) e esqueça os Livros, olhe para as pessoas... vai começar a sentir algo que nunca aprendeu nos Livros... Entre nas várias aldeias e vilas Alentejanas e do nosso vasto interior e sinta a falta de recursos para ensinar os nossos verdadeiros jovens, sinta a falta de recursos na Saúde e em mais umas quantas necessidades básicas, sinta a depressão e o isolamento em que estas pessoas vivem, no Alentejo não existe comboios, Metros, Autocarros a todo o momento como na sua cidade, ai.. desculpe, a cidade não é sua e dos seus... já deixou de ser sua... bom... “vossemessê” sabe. Sinta a fome e o frio que estas pessoas continuam a passar (sim fofinha, ainda existe gente que passa fome e frio, tá a ver?), sinta amiga, sinta... E depois, sem se esquecer desses sentimentos, sinta a alegria com que o recebem, a simpatia e a ternura, fazendo o seu coração bater mais depressa e sem saber o porquê disso, transportando-o assim, para um reino que nunca conheceu. Experimente tocar num desses velhotes, ouça-os e repare na expressão facial, no olhar profundo destes. Vai dar-se bem por aqui, desde que distinga bem a lágrimas de alegria com as de tristeza, vai reparar como a leitura desses “livrinhos” vai tornar-se numa nova aventura e vai lê-los com uma perspectiva diferente, mais organizada e melhor que o seu Professor Mestrado Doutorado. Tenha muito cuidado com as teorias, Sr. Anonymous das 11:18 PM, eu sei que lhe pedem um cumprimento integral, ou superação dos objectivos estipulados na sua EMPRESA, mas lembre-se que não irá ter saúde e amigos para sempre...

Cumprimentos.

1:53 da tarde  
Blogger O Sentinela disse...

Sr. Nelson Buiça, talvez não me tenha feito entender bem, visto que tinha pouco tempo...dá para notar bem isso na forma como fiz o meu “comments”...
Não acha que a estrutura das nossas empresas, com os impostos estatais/sociais a que são sujeitas, a própria organização do Estado e a vida atribulada e “consumista” dos trabalhadores operários e das suas famílias, não estarão a viver na fantasia da tal “way of life”?

Os organigramas empresariais, a estrutura dos Serviços Sociais e a vivência Social, estão a comunicar mal desde o término da 2ª Guerra Mundial. (Porque será?)
Os tais organigramas são a cópia perfeita do sistema norte americano(EUA). Os Serviços Sociais para lá caminham, por isso é que os Seguros de Saúde estão na moda, não é? Eh pá, lá estou a falar em modas... logo eu que não gosto dessas coisas...mas.. é a vida...

Andava eu num hipermercado em Lisboa, quando reparei numa senhora a “dar nas orelhas” do seu filho(devia ter 8-10 anos), e que dizia o seguinte: “Eu não te quero ver com boné e roupas largas, estás a ouvir?”
Bom.... mais não será necessário dizer, pois não... este jovem vai ficar igual aos outros “jovens” e será este, de entre muitos, a suportar e a governar o nosso país(?)... certo?

É tão bom ver a nossa juventude rechonchuda e cheia de colesterol proveniente dos Mac & Companhia, Lda., “cegos” pelas PlayStations & Corp. e isso não lhe faz lembrar qualquer coisa? Exactamente!!! A ACTUAL “american way of life”!!!
Vai ser giro depois, quando eu necessitar de fazer, uma cirurgia (já me submeti a uma.. infelizmente) ou um tratamento médico qualquer, e o Estado não irá ter dinheiro para me comparticipar. Porque estes meninos vão crescer e claro, vão crescer com diabetes, com alergias, com doenças cardiovasculares, etc., faltam demasiado ao trabalho por doença, e irão gastar o MEU e o SEU dinheirinho da Segurança Social, A.D.S.E., etc.

Foi muito giro verificar o que aconteceu na Auto Europa, em Palmela, quando os gestores dispensaram e ultrapassaram os sindicatos dos trabalhadores e “contactaram”, expondo as suas “maneiras de ver a coisa”, individualmente a cada trabalhador, (simularam uma palhaçada parecida com as Assembleias Gerais do Sporting, Benficas, FCPortos, etc...) prometendo mais uns “anitos” de contracto e pronto... lá continuaram a receber mal e porcamente.

O nosso sistema da Segurança Social que, por acaso, é o que sustenta os imigrantes em Portugal, está falido, foi por isso que juntaram o dinheirinho da antiga Caixa de Previdência, da “Caixinha de esmolas” dos Bancários, etc..., para sustentá-la e para manter no poder, no Governo e no actual Sistema, os “Senhores que se seguem...” por mais uns tempos.

Etc...
Etc...
Etc...

Talvez seja melhor eu corrigir o que disse antes:

«O sistema de segurança social Europeu faliu, quando os Europeus começaram a viver à “american way of life”.»


Cumprimentos a todos.

2:54 da tarde  
Blogger F. Santos disse...

Bom texto do Rodrigo.

2:52 da tarde  

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