domingo, abril 09, 2006

O tsunami da escravidão

Desde a extrema-esquerda mais retrógrada à extrema-direita de Anson passando por todos os governos que temos tido, escutamos sempre o mesmo argumento: a imigração é necessária para manter o sistema de pensões. Assim, quando algum político, submetido aos interesses do capital, queria fazer render o seu lugar entoava o «mantra» de que os imigrantes vinham para aqui salvar as nossas pensões.

Desgraçadamente o Banco de Espanha (BE) informou que, apesar da imigração, o impacto do envelhecimento da população e a escassa natalidade provocará o défice do sistema, não se adoptando novas medidas, particularmente entre 2025 e 2050. Para chegar a esta brilhante conclusão o BE não elaborou simulações com super computadores, constatou tão-somente, com informação do Instituto Nacional de Estatística, que os imigrantes também envelhecem e que, no futuro, exigirão direitos.

No diário neoconservador La Razón (2/4/06) uma tal Rosa Carvajal afirma que «é indubitável que a sua entrada [de imigrantes] no nosso país potenciou a nossa expansão económica e favoreceu a criação de emprego». Mas se tivesse lido o relatório do Serviço de Estudos Económicos da fundação BBVA (3/3/05) saberia que a mão-de-obra imigrante «favorece a moderação salarial», por excesso de oferta, e «facilita a contenção de preços». A salários mais baixos corresponde menor poder de compra e é um facto que o depauperamento das famílias é uma causa directa na diminuição da natalidade. Beneficia isto o país? Indubitavelmente não.

Joaquín Almonia, comissário europeu de Assuntos Económicos, afirmou diante do Colégio de Economistas que faz falta «reformar o sistema de pensões». Já sabemos como é. Por exemplo, nos EUA, segundo o diário El País (2/4/06) «cada vez mais empresas congelam os planos empresariais tradicionais, criados depois da segunda guerra mundial, enquanto promovem com entusiasmo os fundos de aforro para a reforma, os chamados fundos 401(k), que permitem às companhias contribuições mais flexíveis e passar para o empregado os riscos da gestão… Os «experts» asseguram que no futuro muitos trabalharão pela força para evitar cair na pobreza durante a velhice».

Assim estão as coisas, o capital global está a ponto de consumar o negócio do século. Quando faz falta vende a imigração como panaceia para sanear o sistema de pensões. Mas se quer destruir o sistema público de pensões a fim de obter os benefícios dos planos privados, então diz que as pensões não se salvarão nem com a imigração maciça. No final teremos imigração maciça para garantir os salários esclavagistas e não teremos pensões públicas porque haverá que pagar religiosamente o plano de pensões do Banco de ocasião. E ainda dizem que não existe o crime perfeito.

Assim estão as coisas, enquanto nos enchem os ouvidos com a última idiotice do bufão Otegi ou com as mágoas da «alcaldesa» de Marbella, o tsunami da escravidão, fomentado pelo demoliberalismo, avança imparável.

Eduardo Arroyo

21 Comentários:

Blogger PlanetaTerra disse...

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8:43 da manhã  
Blogger PlanetaTerra disse...

///

--- É preciso estabelecer prioridades:
- 1º - Criar condições que assegurem a SOBREVIVÊNCIA da Identidade Europeia...
- 2º - Depois discute-se se as políticas a seguir são mais à Direita ou mais à Esquerda...



ANEXO:
--- No LONGO PRAZO a imigração não vai resolver os problemas...
--- Todavia, no CURTO PRAZO, o pessoal 'Curte Bué':
- > a manutenção deste Sistema de Pensões de Reforma por mais algum tempo...
- > mão-de-obra servil ao 'preço da chuva'...

--- A filosofia de vida da MAIORIA dos europeus - quem não os conhecer que os compre!!! - é a filosofia 'LIVE NOW': Lucro Imediato de Curto Prazo... e... Curtir -- >> "a vida são dois dias" -- > "a vida é para Curtir" -- > "QUEM VIER A SEGUIR QUE FECHE A PORTA".

CONCLUSÃO FINAL: Portanto... COMO É ÓBVIO... o caminho a seguir é... BORRIFAR-NOS para a Maioria... e... reivindicar o LEGÍTIMO Direito ao Separatismo!!!......

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9:02 da manhã  
Blogger PlanetaTerra disse...

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--- O Capital Global também é o culpado pela corrida às Pensões de Reforma Antecipadas?

--- Aqui há tempos... entrei num café aonde várias pessoas discutiam a questão das Pensões de Reforma.
--- Ninguém estava preocupado com a SUSTENTABILIDADE DO SISTEMA... todos discutiam artimanhas para alcançar uma Reforma Antecipada.


--- Já não há pachorra para andar a aturar os caralhos que estão a BORRIFAR-SE para Isto [ são a maioria ].
--- O caminho a seguir é... reivindicar o LEGÍTIMO Direito ao Separatismo!!!......

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9:32 da manhã  
Blogger alex disse...

Se o sr.Arroyo pode ter razão no que diz respeito à entrada desvairada de emigrantes, já o mesmo não se pode dizer quanto ao exerício de futorologia económica, que denuncia a proverbial ignorância do sr.Arroyo que, estou certo, o Rodrigo, como economista, não partilhará.

As observações do sr.Arroyo são completamente descabidas e despudoradamente falsas no que diz respeito ao caminha para a hipotética 'servidão'.

A Coreia do Sul, há 30-40 anos atrás tinha salários muito mais miseráveis que os que são hoje praticados na China.

Hoje em dia tem salários superiores aos portugueses.

Então?!?!

A China e a Índia, dentro de duas décadas, alcançarão o nível de vida dos EUA sem que o nível destes se deprecie.

Então?!?!

Nos EUA, os trabalhadores deixados sem emprego pelas deslocalizações são absorvidos pelo tecido económico de forma extraordináriamente mais rápida que na Europa 'soviética' e continuam com deseprego e taxa de 'below poverty line' abaixo da UE.
O desemprego no tal 'inferno' é menos de metade do da UE e continua com crescimento superior, fazendo face, com sucesso, a deslocalizações e globalizações.

Em alguma Europa (não toda, felizmente)...é o que se vê.
Sindicalistas barbudos e ignorantes e uma juventuude demasiado 'obesa', habituada ao 'papá' Estado a limpar-lhes o traseiro e a sustentá-los a eles e a todo género de insanidades completas.

Factos, meu caro.
Factos e não utopias de estilo "68'ista".

Este Arroyo deve ser do 'naipe' dos bandos de desocupados e anormais que andam a partir e a incendiar tudo nas ruas de Paris.

Quando um país como a França tem quase 80% (!!) dos jovens a dizer que queriam ser 'funcionários públicos' isso só demonstra a imbecilidade e a estupidez tacanha e imberbe a que chegou a juventude de um dos maiores países da Europa.
Estão fodidos e é muito bem feito.

Um cartaz nessas manif's contra o CPE (diploma benemérito e que reduziria drásicemente o desemprego....mas os 'jovens' querem é emprego, não querem trabalho) dizia:

'La fin d'un monde'

Têm razão.
Ainda bem.
Finalmente vão ter que deixar de andar com a 'espinha ao alto', arregaçar as mangas, e 'vergar a mola'.


"... o depauperamento das famílias é uma causa directa da diminuição da natalidade"

Falso.
É precisamente nos países em que as famílias têm maior rendimento (com algumas honrosas excepções) disponível que a natalidade é mais baixa. E, muitas vezes, quanto mais aumenta o rendimento...mais a natalidade desce.

3:47 da tarde  
Blogger PlanetaTerra disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

4:13 da tarde  
Blogger PlanetaTerra disse...

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Muita gente... considera que o LUCRO é que é o 'Verdadeiro Deus':

Exemplo 1:
--- No passado, a existência de escravos foi BOM PARA A ECONOMIA... pois:
-1- era necessário rentabilizar o investimento feito em caravelas...
-2- era necessário salvaguardar a indústria de construção de caravelas...

Exemplo 2:
--- Muitas Tribos Nativas Americanas eram economicamente pouco rentáveis [ eram nómadas que acompanhavam as migrações dos bisontes ]... consequentemente... o Extermínio dessas Tribos [ e consequente ocupação desses territórios por Povos ( Raças ) Economicamente mais Rentáveis ] foi BOM PARA A ECONOMIA...



CONCLUSÃO: Aqueles que consideram que NÃO VALE TUDO em nome do LUCRO... só têm um caminho a seguir:
-> Reivindicar o LEGÍTIMO Direito ao Separatismo!!!......

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4:16 da tarde  
Anonymous Runa disse...

Da sua costumeira foram exagerada mas o Nelson tem, desta vez, alguma razão.

Os estados europeus não podem insistir num modelo económico-social que favorece o imobilismo e mesmmo o parasitismo.

Os países nórdicos são, neste momento, um bom exemplo de conciliação de liberalização económica com protecção social.
Descbriram que esta não pode ser para todos, tem que ser para quem precisa. E só para esses.

Por exemplo, o maior hospital sueco já foi "empresarializado" (estupor de palavrão) e nem por isso houve uma diminuição da qualidade ou da abrangência dos cuidados de saúde.
É tudo uma questão de equilíbrio.

E, para compor o "ramalhete", temos que se começa a falar de "patriotismo económico" mesmo entre Liberais.

5:15 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

“Desgraçadamente o Banco de Espanha (BE) informou que, apesar da imigração, o impacto do envelhecimento da população e a escassa natalidade provocará o défice do sistema (…) Para chegar a esta brilhante conclusão o BE não elaborou simulações com super computadores, constatou tão-somente (…) que os imigrantes também envelhecem e que, no futuro, exigirão direitos.”

O que deveria ser óbvio para qualquer pessoa.

“saberia que a mão-de-obra imigrante «favorece a moderação salarial», por excesso de oferta, e «facilita a contenção de preços».”

Sobre isto, ler: http://www.americaneconomicalert.org/view_art.asp?Prod_ID=2074

“ao exerício de futorologia económica, que denuncia a proverbial ignorância do sr.Arroyo que, estou certo, o Rodrigo, como economista, não partilhará.”

Mas qual exercício de futurologia económica?! O Buiça leu o mesmo texto que eu?

“A Coreia do Sul, há 30-40 anos atrás tinha salários muito mais miseráveis que os que são hoje praticados na China. Hoje em dia tem salários superiores aos portugueses.”

E também tem imigração maciça não-qualificada?

“Nos EUA, os trabalhadores deixados sem emprego pelas deslocalizações são absorvidos pelo tecido económico de forma extraordináriamente mais rápida que na Europa 'soviética' e continuam com deseprego e taxa de 'below poverty line' abaixo da UE.”

Isso é pouco importante: o importante é saber se ficam melhor ou pior do que antes da deslocalização… Penso que até o Buiça reconhecerá que na maior parte das vezes a mudança é para pior…

“O desemprego no tal 'inferno' é menos de metade do da UE e continua com crescimento superior”

Mas porque é que está a desviar as atenções? O texto fala de imigração e pensões, você fala-nos de crescimento económico?!

“Quando um país como a França tem quase 80% (!!) dos jovens a dizer que queriam ser 'funcionários públicos' isso só demonstra a imbecilidade e a estupidez tacanha e imberbe a que chegou a juventude de um dos maiores países da Europa.”

Au contraire… O que demonstra é que o sector privado se tornou uma selva na qual ninguém se quer aventurar a menos que seja obrigado.

“Falso. É precisamente nos países em que as famílias têm maior rendimento (com algumas honrosas excepções) disponível que a natalidade é mais baixa.”

Quais?

NC

6:26 da tarde  
Blogger PlanetaTerra disse...

///

--- PRIMEIRO, preocupem-se em criar as condições que assegurem a SOBREVIVÊNCIA da Identidade Europeia...
--- DEPOIS, discutam as políticas mais à Direita ou mais à Esquerda...

///

6:42 da tarde  
Blogger alex disse...

"... O que demonstra é que o sector privado se tornou uma selva na qual ninguém se quer aventurar a menos que seja obrigado"

É impressionante esta da NC.
Só por si, é um 'Tratado' a nível comportamental.
Alguma Europa, ao rejeitar qualquer tipo de reformas na Social-Democracia vigente está a condenar-se.

Aquilo que demonstra é que boa parte dos 'jovens' não querem trabalho, querem emprego.
Mas talvez se lixem.

"Isso é pouco importante: o importante é saber se ficam melhor ou pior do que antes da deslocalização…"

Isso é pouco importante?!?!
Isso é MUITO IMPORTANTE.
Não tenho 'data' sobre isso mas, se não tem havido depreciação de poder de compra nos EUA é porque não deve ter piorado muito.

" O texto fala de imigração e pensões, você fala-nos de crescimento económico?!"

Sem crescimento económico não pode pagar ou aumentar pensões.
Não insista em demagogias.
NÃO PODE DISTRIBUIR AQUILO QUE NÃO É PRODUZIDO.
E os emigrantes que cá temos, para ser franco, não nos fazem muita falta.
O que faz falta é por esta corja de indigentes e malandros que vivem à custa dos subsídios estatais e andam a passear, a ir ao cabeleireiro (já tive formandas licenciadas desempregadas que não dispensam o cabeleireiro e as unhas 'feitas') e na tasca com dinheiro dos outros.
Os cafés e tascas a meio da tarde estão cheios de malta que não quer fazer nenhum.
Acha bem?


"Quais?"

Quais?!
Ainda pergunta quais?!?!?
Sempre tomei o NC por uma pessoa bem informada mas, pelos vistos, desconhece uma realidade básica na relação entre Economia, Rendimento e Demografia.
Pode fazer as pesquisas que quser que todas lhe darão os mesmo resultados.
É, aliás, por causa dessa REALIDADE, que o Mundo Industrializado (onde há maior rendimento) tem uma taxa de natalidade absolutamente ridícula quando comparada com sítios como alguams regiões da América latina e África, sítios paupérrimos mais onde a malta se reproduz como coelhos.

Quais?!
OLhe, toda a Europa Ocidental.
Durante décadas a fio, quanto mais o rendimento aumentou, mais a natalidade diminuiu.
Suécia, Finlândia, Alemanha, Dinamarca, Noruega, Áustria, Suiça, Espanha, Portugal, França, Béligica, Holanda, etc, etc, etc,....quer mais, há mais.
Nos países do leste, desde que saíram do comunismo e o rendimento aumentou a natalidade encontra-se já em queda em realção aos tempos do cumunismo.
Percebe agora?
O Japão e a Coreia do Sul são outros do género, lembrei-me agora.

Pela abundante experiência empírica é possível desde já estabelecer uma regra:

aumento de rendimento = diminuição da natalidade.

Como para todas as regras há excepções. Sabe quais são? :D

1:34 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

«É impressionante esta da NC. Só por si, é um 'Tratado' a nível comportamental.»

É um tratado é, mas é sobre regressão que se está a verificar em termos de protecção social. É claro que entre ser assalariado no sector público ou privado, também eu prefiro sê-lo no público!

«Não tenho 'data' sobre isso mas, se não tem havido depreciação de poder de compra nos EUA é porque não deve ter piorado muito.»

Ou então é porque o fenómeno ainda não é maciço e portanto ainda não se começou a repercutir nas estatísticas.

«Sem crescimento económico não pode pagar ou aumentar pensões.»

Mas então as pensões não são pagas com as contribuições para a segurança social?

«NÃO PODE DISTRIBUIR AQUILO QUE NÃO É PRODUZIDO.»

As pensões não são “distribuição”.

«E os emigrantes que cá temos, para ser franco, não nos fazem muita falta.»

Ao menos sempre vai reconhecendo isso.

«O que faz falta é por esta corja de indigentes e malandros que vivem à custa dos subsídios estatais e andam a passear, a ir ao cabeleireiro (já tive formandas licenciadas desempregadas que não dispensam o cabeleireiro e as unhas 'feitas') e na tasca com dinheiro dos outros.»

Agora digo eu: deixe-se de demagogias. Vá dizer isso às operárias têxteis, em muitos casos com décadas de trabalho na mesma fábrica, que de um momento para o outro ficam sem emprego, ou aos trolhas que imigram para Espanha.

E já agora, e isso de férias pagas, despedimento com justa causa, subsídio de desemprego também é para mandar para o galheiro, não?

«Sempre tomei o NC por uma pessoa bem informada mas»

Muito obrigado, estou embevecido.

«Pela abundante experiência empírica é possível desde já estabelecer uma regra: aumento de rendimento = diminuição da natalidade.»

O Buiça parece muito certo de que existe uma relação causal automática entre o “desenvolvimento” e a diminuição das taxas de natalidade. Eu não estou tão certo. O desenvolvimento é neutro, por si só não conduz inevitavelmente a nada. Tudo depende do modo como esse desenvolvimento é alcançado e o que se pretende fazer com ele.

O problema da natalidade é sobretudo ideológico: resulta do triunfo do materialismo (economicismo) e do individualismo (hedonismo).

Quando tudo se resume à Economia e ao prazer, é claro que instituições como a maternidade ou a família são relegadas para segundo plano. Os marxistas diziam que o “Ancien Régime” e os seus valores foram varridos porque se tornaram um empecilho para o desenvolvimento das “forças produtivas” – hoje em dia assistimos ao mesmo: a maternidade e a família tornaram-se um empecilho para o desenvolvimento da ideologia dominante – são por isso ridicularizadas e obstaculizadas.

Fomenta-se a mobilidade, fomenta-se a instabilidade laboral, fomenta-se a “competitividade”, enfim, fomenta-se tudo o que dificulta a constituição de família.

Como é que alguém que se levanta às 7 ou 8 da manhã, passa o dia todo fora de casa, ao fim do dia ainda tem de enfrentar uma ou duas horas de trânsito, e quando finalmente chega a casa ainda tem de cozinhar e arrumar, pode ter cabeça para educar os filhos? E durante o dia, quem é que cuida dos filhos? Já não são os avós ou a vizinhança, já que esses laços comunitários estão completamente destruídos. Restam duas hipóteses: ou se deixa os “putos à solta”, com as consequências que se conhecem (delinquência, gangues, desrespeito pela autoridade materna/paterna) ou são metidos num colégio. E quem é que tem dinheiro para colégios?...

Se as classes médias-baixas pura e simplesmente não têm dinheiro para sustentar uma família, as classes médias-altas não estão interessadas em o fazer porque foram “educadas” numa ideologia que só valoriza o “sucesso”, a “realização profissional” e outras abstracções do género.

Temos um problema duplo: quem quer constituir família não o pode fazer por questões económico-financeiras, e quem o pode fazer não o faz por questões ideológicas.

NC

9:44 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

A respeito da questão da natalidade, deste uma verdadeira lição ao Buiça.

10:29 da tarde  
Blogger alex disse...

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12:34 da manhã  
Blogger alex disse...

".... mas é sobre regressão que se está a verificar em termos de protecção social. É claro que entre ser assalariado no sector público ou privado, também eu prefiro sê-lo no público!"

I have no further questions.

"Ou então é porque o fenómeno ainda não é maciço e portanto ainda não se começou a repercutir nas estatísticas."

O NC substima a capacidade de uma economia altamente desregulamentada gerar emprego e ajustar-se.
Vendo a questão por outro prisma, a verdade verdadinha é que as deslocalizações nos EUA têm sido menos frequentes e a competitividade do país mantem-se.
Da mesma forma que falamos dos EUA, poderíamos falar do Reino Unido ou da Irlanda.
Tudo economias 'liberalizadas' ou, se preferir, muito mais 'liberalizadas' que a nossa.

"Mas então as pensões não são pagas com as contribuições para a segurança social?"

EXACTAMENTE!
E, como é óbvio, essas contribuições não caem dos céu e não nascem em árvores.
Essas contribuições vêm dos trabalhadores e das empresas.
Do IRS, do IRC e do IVA.
Logo, se a economia estiver em ciclo recessivo e em contracção por um longo período começam a existir problemas em arranjar esse dinheiro, pois as contribuições dependem, de forma simplificada:

-dos trabalhadores no activo e seus descontos (IRS)

- das empresas e seus descontos (IRC)

- do consumo (IVA

Como vê, o dinheiro das pensões não aparece por 'obra e graça do Espírito Santo'.
O encaixe financeiro depende da saúde da economia.
Se a economia estiver na 'merda' o tempo suficiente, os problemas de sustentabilidade aparecem.

"As pensões não são “distribuição”."

Técnicamente não.
Na realidade, sim, pois o 'esquema' funciona sempre pela 'distribuição' do dinheiro dos contribuintes para pagar as pensões dos que já não trabalham.
Portanto, está-se a distribuir dinheiro resultante da produção....dos resultados da actividade económica.

Já agora, o 'Estado Social' que existe em Portugal é o mais recente da Europa ocidental, não sei se sabia.
Durante o consulado do seu 'amigo' prof.dr.Oliveira Salazar tal coisa, como a concebemos hoje,simplesmente não existia.
Reformas pr'ó pessoal todo, subsiídios disto e daquilo...era bom era...o dr.Botas contava-lhe uma história :)
O 'Estado Social' nasceu no ocaso do Estado Novo, com Marcelo Caetano e as restantes 'conquistas' só depois do 'putsch corporativo' de 1974.

"E já agora, e isso de férias pagas, despedimento com justa causa, subsídio de desemprego também é para mandar para o galheiro, não?"

Ora vamos lá falar então das 'conquistas' de Abril que, pelos vistos, têm admiradores onde menos se esperaria.


Quanto ás férias pagas, apenas lhe digo que estão longe de existir em todos os países da Europa (já nem falo dos EUA onde: nem pensar).
Mas, desta vez, não lhe enumero quais os países em que tal coisa não existe.
Se quiser indague e....supreenda-se. :D

As relações laborais devem ser desregulamentadas ao máximo possível, permitindo assim um 'refresh' económico, com óbvio benefícios para todos.
Os trabalhadores dos países 'neoliberais' não trocam os seus países (pudera!) pelo socialismo....já o inverso......
Curiosamente (ou talvez não) nos países em que tal sistema vigora o desemprego é muito mais baixo e o rendimento muito mais alto.

O subsídio de desemprego deve manter-se, convenientemente regulamentado, ou seja, o trabalhador deve ficar imediatamente sem ele se rejeitar uma oferta de trabalho compatível com as suas qualificações.

O Redimento Mínimo deve ser reformulado de forma a que não propicie a indigência 'profissional'.
Quem, após o apoio e a formação profissional rejeitar a integração no mercado de trabalho através de oferta concreta de emprego deve ser confrontado com o facto de ficar, de imediato, sem direito a qualquer apoio. Sem mais.
(recordo que o RMG só foi introduzido pelos socialistas, com Guterres, em 1996)

Fique com outra: nem em todos os países da Europa (já nem falo nos 'outros') existem 14 ordenados para 11 meses de trabalho.
Mais uma vez: indague e surpreenda-se.

A saúde e a educação devem ser tendecialmente PAGAS por quem pode de forma a quem que manifestamente NÃO PODE pagar possa ter acesso gratuito a uma boa educação e não à merda actual.
Quando há borlas para toda a malta a qualidade vai p'ró galheiro.

Quem pode, paga.
Quem não pode, não paga.
Nada mais justo.

Quanto ao salário mínimo nacional ( outra conquista de Abril, inexistente no Estado Novo) deve ser mantido, embora não exista em grande parte da Europa (Dinamarca, Suécia, Finlândia, Alemanha, Áustria e Itália).
A título de comparação,no 'Gtande Satã' existe salário mínimo (OOOOH!). Por decreto federal situa-se nos 870 USD mensais sendo que cada um dos 50 Estados tem liberdade de decretar daí para cima.
Em média ascende a 1350 USD mensais....o que faz com que, em termos de média, quase não haja país na Europa com salário mínimo tão elevado como o 'inferno-neoliberal'.
Uma chatice. :o)

"O problema da natalidade é sobretudo ideológico: resulta do triunfo do materialismo (economicismo) e do individualismo (hedonismo)."

Não.
Se assim fosse, e se fosse assim tão simples, anguns dos maiores 'antros' de 'materialismo' e de 'hedonismo' do planeta não teriam taxas de natalidade superiores à nossa, não acha?

"Como é que alguém que se levanta às 7 ou 8 da manhã, passa o dia todo fora de casa, ao fim do dia ainda tem de enfrentar uma ou duas horas de trânsito, e quando finalmente chega a casa ainda tem de cozinhar e arrumar, pode ter cabeça para educar os filhos?"

Bom...isso é o dia-a-dia de BILIÕES de pessoas no planeta.
Não lhe posso fazer nada.

"Se as classes médias-baixas pura e simplesmente não têm dinheiro para sustentar uma família..."

O que não é 'líquido'.

"Fomenta-se a mobilidade, fomenta-se a instabilidade laboral, fomenta-se a “competitividade”, enfim, fomenta-se tudo o que dificulta a constituição de família."

Sem comentários.
Até porque já lhe provei que nos sítios industrializados em que funciona assim o pessoal tem mais filhos do que no 'bondoso e benemérito' socialismo.

Para nacionalista vejo-o muito 'preso' a uma linguagem muito PCP e completamente estatizante.

Umas perguntinhas:

- Acha bem que toda a gente receba aumentos iguais ao fim do ano?

- Acha bem que o que se esforça e trabalha seja recompensado ao nível do incompetente e do que anda sempre a coçar os 'guizos'?

- Acha que os melhores, os que têm mérito e os que se esforçam não devem ser recompensados de forma diferenciada por isso?

- Acha bem que parte do dinheiro dos seus impostos vá para sustentar os 'papa-subsídios' profissionais, os 'jovens' (incluindo os 'outros' jovens) e os indigentes encartados que não querem trabalhar?

Acha bem?

Eu não acho e estou disposto a contribuir, na medida das minhas possibilidades, para por côbro a esta deplorável situação.
A mania do igualitarismo e as borlas universais são dois embustes que devem ser desmascarados.

12:40 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

“I have no further questions.”

Você deve ser como o Mourinho: especial. Só você para preferir trabalhar mais e receber menos!

“O NC substima a capacidade de uma economia altamente desregulamentada gerar emprego e ajustar-se.”

E gera emprego de qualidade? ;)

“E, como é óbvio, essas contribuições não caem dos céu e não nascem em árvores. Essas contribuições vêm dos trabalhadores e das empresas. Do IRS, do IRC e do IVA. Logo, se a economia estiver em ciclo recessivo e em contracção por um longo período começam a existir problemas em arranjar esse dinheiro, pois as contribuições dependem, de forma simplificada:”

De acordo. A questão é saber como estimular a economia. Você acha que é com despedimentos, eu não.

“Durante o consulado do seu 'amigo' prof.dr.Oliveira Salazar tal coisa, como a concebemos hoje,simplesmente não existia.”

O Buiça é um castiço, só você para me sacar umas gargalhadas. Tenho a certeza que nunca me viu elogiar Oliveira Salazar, no entanto, não hesita em me classificar como seu “amigo”, mas olhe que eu já o vi a elogiar o Professor… afinal quem é que é amigo de quem?

“Reformas pr'ó pessoal todo, subsiídios disto e daquilo...era bom era...o dr.Botas contava-lhe uma história :)”

Você tão depressa acusa Salazar de ser quase socialista (por causa do condicionamento industrial) como a seguir lhe chama liberal?

“Ora vamos lá falar então das 'conquistas' de Abril que, pelos vistos, têm admiradores onde menos se esperaria.”

Oh Buiça, você ao fim de 3 ou 4 anos a ler blogues “fachos” ainda não tinha percebido que os “fachos” são grandes adeptos das “conquistas sociais” (que têm percursores como Mussolini ou Hitler)?

“Quanto ás férias pagas, apenas lhe digo que estão longe de existir em todos os países da Europa (já nem falo dos EUA onde: nem pensar).”

‘Tá mal!...

“As relações laborais devem ser desregulamentadas ao máximo possível, permitindo assim um 'refresh' económico, com óbvio benefícios para todos.”

Para todos, menos para os que se lixam. ;)

“Os trabalhadores dos países 'neoliberais' não trocam os seus países (pudera!) pelo socialismo....já o inverso......”

Por favor não me diga que os países “neoliberais” são as social-democracias nórdicas...

“O subsídio de desemprego deve manter-se”

Menos mau…

“convenientemente regulamentado, ou seja, o trabalhador deve ficar imediatamente sem ele se rejeitar uma oferta de trabalho compatível com as suas qualificações.”

De acordo.

“O Redimento Mínimo deve ser reformulado de forma a que não propicie a indigência 'profissional'.”

O rendimento mínimo não devia existir.

“Quem, após o apoio e a formação profissional rejeitar a integração no mercado de trabalho através de oferta concreta de emprego deve ser confrontado com o facto de ficar, de imediato, sem direito a qualquer apoio. Sem mais. (recordo que o RMG só foi introduzido pelos socialistas, com Guterres, em 1996)”

De acordo.

“Fique com outra: nem em todos os países da Europa (já nem falo nos 'outros') existem 14 ordenados para 11 meses de trabalho.”

Também ‘tá mal!...

“A saúde e a educação devem ser tendecialmente PAGAS por quem pode de forma a quem que manifestamente NÃO PODE pagar possa ter acesso gratuito a uma boa educação e não à merda actual.”

Oh meu Deus!!! O Buiça é um socialista!!! (Estou de acordo consigo)

“Quando há borlas para toda a malta a qualidade vai p'ró galheiro.”

Concordo.

“Quem pode, paga.
Quem não pode, não paga.
Nada mais justo.”

Justíssimo.

“Quanto ao salário mínimo nacional (outra conquista de Abril, inexistente no Estado Novo) deve ser mantido”

Seu, seu… SOCIALISTA!!!

“embora não exista em grande parte da Europa (Dinamarca, Suécia, Finlândia, Alemanha, Áustria e Itália).”

Disso não sabia.

“Não. Se assim fosse, e se fosse assim tão simples, anguns dos maiores 'antros' de 'materialismo' e de 'hedonismo' do planeta não teriam taxas de natalidade superiores à nossa, não acha?”

Os EUA? Já lhe expliquei que os EUA reais e os EUA de Hollywood são muito diferentes (Bible Belt, born again christians, Jerry Falwell, remember?).

“Bom...isso é o dia-a-dia de BILIÕES de pessoas no planeta. Não lhe posso fazer nada.”

Pois é, mas não devia ser. 5 horas diárias já!

“Até porque já lhe provei que nos sítios industrializados em que funciona assim o pessoal tem mais filhos do que no 'bondoso e benemérito' socialismo.”

Então o desenvolvimento não era sinónimo de taxas de natalidade baixas?

“Para nacionalista vejo-o muito 'preso' a uma linguagem muito PCP e completamente estatizante.”

O que não o devia espantar. Não é você que anda sempre a zurzir nos socialistas Hitler e Mussolini?

“- Acha bem que toda a gente receba aumentos iguais ao fim do ano?”

Não, mas acho bem que toda a gente receba aumentos que evitem o depreciar do poder de compra (excepto, como manda o bom-senso, em situações de crise).

“- Acha bem que o que se esforça e trabalha seja recompensado ao nível do incompetente e do que anda sempre a coçar os 'guizos'?”

Claro que não, nem foi isso que eu sugeri. O que eu não acho bem é que quem “se esforça e trabalha seja recompensado” com um despedimento porque há um gajo na Índia que faz a mesma coisa pela décima parte do salário.

“- Acha que os melhores, os que têm mérito e os que se esforçam não devem ser recompensados de forma diferenciada por isso?”

Claro.

“- Acha bem que parte do dinheiro dos seus impostos vá para sustentar os 'papa-subsídios' profissionais, os 'jovens' (incluindo os 'outros' jovens) e os indigentes encartados que não querem trabalhar?”

Não, não acho. E você acha bem que eu tenha de aceitar um abaixamento do meu salário porque há uma caterva de indigentes importados dispostos a fazer o mesmo trabalho que eu por muito menos dinheiro?

NC

1:25 da manhã  
Blogger Rouxinol disse...

"a imigração é necessária para manter o sistema de pensões"
eu sou de esquerda e nunca pensei assim. A imigração é um mal resultante da exploração capitalismo e imperialista neo-liberal e da divisão internacional do trabalho. Eu não defendo o regresso dos imigrantes aos seus países de origem, defendo sim a resolução dos problemas que os fizeram emigrar.
Legalizar ou ilegalizar é indiferente, se eles não entrarem legais entram ilegais, e nessa hipotese quem beneficia é o alto capital, e é por isso que eu defendo a sua legalização e o respeito pelas quotas estabelecidas.
O Estado é conivente na imigração ilegal, o euro2004 e a expo98 foram construidos com trabalhadores ilegais.
Portanto para travar a imigração é preciso resolver problemas bem mais profundos do que apenas diminuir as quotas ( que só ajuda os patrões e encher os bolsos ) ou dificultar o processo de legalização.

2:28 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

"Os países nórdicos são, neste momento, um bom exemplo de conciliação de liberalização económica com protecção social.
Descbriram que esta não pode ser para todos, tem que ser para quem precisa. E só para esses"


Conheci em Londres uma sueca que me disse que o irmão, de 23 anos, não trabalha. Os benefícios dados pelo Estado são bastante bons e suficientes para que este jovem não veja necessidade de trabalhar.

Está claramente visto que a virtude está no meio, e com certeza se arranja algo entre o capitalismo salvagem dos EUA (que cria riqueza) e o socialismo que deverá ajudar os mais necessitados.

Sou anti-nazioracista. Mas Portugal não pode dar-se o luxo de abrir as portas a todos imigrantes, sobretudo aqueles

12:35 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Sou anti-nazioracista. Mas Portugal não se pode dar o luxo de abrir as portas a todos imigrantes, sobretudo aqueles com baixas qualificações.

]:->

12:38 da tarde  
Blogger Camisa Azul disse...

Os seus postes acertam sempre no alvo.

2:35 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Mais um excelente post!
Bem haja pelo trabalho que tem desenvolvido, de primeirissima qualidade! Sempre no alvo!

Já agora, que me passou (à uns posts atrás), acrescento ainda: JEAN MABIRE - PRESENTE, PARA SEMPRE!

4:03 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

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2:58 da manhã  

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