Jean Mabire, Presente!
Jean Mabire morreu na passada quarta-feira, 29 Março de 2006. Jornalista, romancista, historiador, militante, combatente identitário de longa data, a sua escrita foi a do outro lado da História. Foi um homem fiel à sua Normandia natal e à Europa. A sua obra fala da guerra - sobretudo a segunda guerra mundial, as misérias e grandezas dos seus actores - e das tradições europeias.
Inicia a carreira com a revista «Viking» e, entre muitas outras, destacar-se-ão a sua colaboração na «Défense de l'Occident» de Maurice Bardèche e na «National- Hebdo». O seu nacionalismo, como a sua ideia de Europa, deve muito a Saint-Loup, Marc Augier para os conhecidos, antigo voluntário na frente leste e também ele romancista maior, que considerará o verdadeiro profeta da Europa das pátrias carnais, ideia que marca incontornavelmente o seu pensamento.
A sua era a Europa das etnias, a Europa das 360 bandeiras, como a definiria; era um opositor dos Estados que foram sendo edificados desrespeitando essa identidade primordial das pátrias. O europeísmo de Jean Mabire não se confundia com criações como a UE:«Esta ideia de Europa dos povos não surgiu de qualquer cimeira de Bruxelas ou Estrasburgo, mas da base. Nasceu de militantes enraizados na sua terra e não de funcionários internacionais tomados pela vontade de transformar a Europa tecnocrática num gigantesco puzzle».
Essa Europa de Mabire deveria preservar a sua identidade afirmando-se face ao resto do mundo e contrapondo-se ao imperialismo americano, e para isso teria de ser «una e diversa», dizia. Una politicamente, militarmente, diplomaticamente, economicamente, mas diversa culturalmente, preservando as identidades matriciais dos seus povos.
Em «La Torche et le Glaive» afirma: «Escrever, para mim, não é um prazer nem um privilégio. É um serviço como outro(…)Escrever deve ser um jogo perigoso. É a única nobreza do escritor, a sua única maneira de participar nas lutas da vida». Um serviço…No fundo talvez seja nesta sua obra que mais claramente encontramos o autor ao serviço de uma causa, da causa. Ele que sempre disse não ser um político serviu, da maneira que melhor sabia, a política pela arte; «La Torche et le Glaive» é uma récita literária, histórica, mas principalmente ideológica.
Ao longo das oito partes em que está dividido o livro somos conduzidos através da História do Velho Continente, da sua memória, confrontados com os problemas que o sistema actual põe às nações europeias e colocados perante os caminhos a percorrer, rumo a um Império Europeu assente no respeito pelas pátrias físicas, construído de baixo para cima, a partir das raízes profundas das diferentes culturas europeias e apostado na sua imortalidade.
Jean Mabire está já em Walhalla, a tocha fica connosco, e lembro uma frase do autor, que com simplicidade define toda a sua luta, a nossa luta: «A identidade de um povo é o seu espírito tanto quanto a sua carne».
Referências:
Jean Mabire, Ils ont rêvé l'Europe des Patries charnelles
Laurent Schang, Entretien exclusif avec Jean Mabire: Réflexions sur l’ «Aventurier »
Inicia a carreira com a revista «Viking» e, entre muitas outras, destacar-se-ão a sua colaboração na «Défense de l'Occident» de Maurice Bardèche e na «National- Hebdo». O seu nacionalismo, como a sua ideia de Europa, deve muito a Saint-Loup, Marc Augier para os conhecidos, antigo voluntário na frente leste e também ele romancista maior, que considerará o verdadeiro profeta da Europa das pátrias carnais, ideia que marca incontornavelmente o seu pensamento.
A sua era a Europa das etnias, a Europa das 360 bandeiras, como a definiria; era um opositor dos Estados que foram sendo edificados desrespeitando essa identidade primordial das pátrias. O europeísmo de Jean Mabire não se confundia com criações como a UE:«Esta ideia de Europa dos povos não surgiu de qualquer cimeira de Bruxelas ou Estrasburgo, mas da base. Nasceu de militantes enraizados na sua terra e não de funcionários internacionais tomados pela vontade de transformar a Europa tecnocrática num gigantesco puzzle».
Essa Europa de Mabire deveria preservar a sua identidade afirmando-se face ao resto do mundo e contrapondo-se ao imperialismo americano, e para isso teria de ser «una e diversa», dizia. Una politicamente, militarmente, diplomaticamente, economicamente, mas diversa culturalmente, preservando as identidades matriciais dos seus povos.
Em «La Torche et le Glaive» afirma: «Escrever, para mim, não é um prazer nem um privilégio. É um serviço como outro(…)Escrever deve ser um jogo perigoso. É a única nobreza do escritor, a sua única maneira de participar nas lutas da vida». Um serviço…No fundo talvez seja nesta sua obra que mais claramente encontramos o autor ao serviço de uma causa, da causa. Ele que sempre disse não ser um político serviu, da maneira que melhor sabia, a política pela arte; «La Torche et le Glaive» é uma récita literária, histórica, mas principalmente ideológica.
Ao longo das oito partes em que está dividido o livro somos conduzidos através da História do Velho Continente, da sua memória, confrontados com os problemas que o sistema actual põe às nações europeias e colocados perante os caminhos a percorrer, rumo a um Império Europeu assente no respeito pelas pátrias físicas, construído de baixo para cima, a partir das raízes profundas das diferentes culturas europeias e apostado na sua imortalidade.
Jean Mabire está já em Walhalla, a tocha fica connosco, e lembro uma frase do autor, que com simplicidade define toda a sua luta, a nossa luta: «A identidade de um povo é o seu espírito tanto quanto a sua carne».
Referências:
Jean Mabire, Ils ont rêvé l'Europe des Patries charnelles
Laurent Schang, Entretien exclusif avec Jean Mabire: Réflexions sur l’ «Aventurier »
7 Comentários:
Merecida evocação a este combatente europeu, defensor da Europa das Pátrias Carnais, que tantos de nós influenciou e inspirou com as suas obras e com o seu exemplo.
Jean Mabire - Presente!
Magna Europa est Patria Nostra
Assino por baixo.
Um grande homem! Um verdadeiro europeu!
Belíssimo Texto.
Jean Mabire — Presente!
Subscrevo o acima redigido e sublinho que morreu um grande normando, mas um europeu ainda maior. Dia triste esse 29, mas que nos permitirá recordar e evocar a memória e o percurso exemplar e irreprensível deste grande combatente.
Jean Mabire Presente!
Viva a Europa Identitária!
bom blog, gostei!
Mais um Camarada que se junta a tantos outros no Walhalla e que será por nós recordado nas noites de vigilia nos Solstícios de Inverno.
Jean Mabire!
\o Presente!
Legionário
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